Vale a pena conhecer (de novo): The Olivia Tremor Control

Redescubra a esquizofenia Pop de uma das bandas que mais ousava no estilo durante os anos 90

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Bill Doss e Will Cullen Hart são as duas mentes por trás do The Olivia Tremor Control. Esses dois caras misturavam tendências Pop dos anos 90 com Psicodelia em um som experimental com tendências Pop que faria do trabalho deles algo acessível. A banda fez certo sucesso naquela década, mas acabou entrando em um hiato no começo dos anos 2000 e voltou dele somente em 2009.

O grupo estava envolvido em um coletivo de músicos chamado The Elephant 6 Recording Company, ou somente Elephant 6, que revelou várias bandas como The Apples in Stereo, Neutral Milk Hotel, Elf Power, Of Montreal e Circulatory System. Os músicos deste coletivo seguiam quase a mesma estética, fazendo sempre um som bem viajado e experimentando com tudo que pudesse soar Pop.

A banda, antes de entrar no seu recesso de nove anos, produziu três discos e uma infinidade de EPs. Depois de anunciar sua volta, o grupo está em turnê (com direito a um show no Pitchfork Festival) e já planeja um disco com inéditas. Então, vamos dar uma olhada na carreira dos caras e ver o que podemos esperar para o novo trabalho.

Jumping Fences

Como você vai perceber a banda gosta de nomes grandes para seus discos, Music from the Unrealized Film Script: Dusk at Cubist Castle foi o seu primeiro, chegando muito bem aos ouvidos da crítica e escolhido como o 39° melhor álbum dos anos 90 pelo site Pitchfork. O misto entre o Indie Rock e a Psicodelia gerou ótimas músicas, como a ensolarada Jumping Fences que tem aquele toque de Beach Boys.

Originalmente o álbum Explanation II: Instrumental Themes and Dream Sequences seria lançado com o primeiro álbum do grupo e era para ser tocado em sincronia com ele para formar sua ambientação. Separadamente, ele não faz tanto sentido, mas quando se faz o experimento proposto por esses malucos, o seu primeiro disco ganha ainda mais força.

Gypsum Oil Field Fire

Essa música foi tirada de um dos primeiros EPs da banda, feito de forma colaborativa com o The Apples in Stereo. As quatro faixas do disco tem bastante das duas bandas, a vibe dançante do Apples com as viagens experimentais do Olivia Tremor Control.

A Place We Have Been To

Black Foliage: Animation Music Volume One foi o último trabalho da banda antes do hiato. Como um meio termo entre a genialidade e a loucura, o ambicioso disco foi dividido em quatro partes e é considerado a obra prima da banda. Durante suas 26 faixas, o álbum apresenta uma infinidade de elementos que vão do Pop ao Noise, do Psicodélico ao Lo-Fi, em uma esquizofrenia bem grande.

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Autor:

Apaixonado por música e entusiasta no mundo dos podcasts