Warpaint: “Trabalhamos cada vez melhor juntas”

Por telefone, baterista Stella Mozgawa comenta produção do disco “Heads Up”

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“Acho que foi importante ir para o estúdio com a mentalidade que faríamos um disco do jeito que queríamos fazê-lo, sem ter que se preocupar com como ele seria ao vivo”, contou a baterista Stella Mozgawa, da banda Warpaint, ao Monkeybuzz por telefone. O álbum em questão é Heads Up, lançado em setembro, e a afirmação nos ajuda a espiar os bastidores e entender como este se tornou um dos nomes mais celebrados da música chamada de Art Rock.

O disco, “a consagração da identidade do quarteto” de acordo com a resenha publicada no site, é o terceiro LP da banda, com produção assinada por suas integrantes e por Jake Bercovici. “Queríamos fazer um disco sozinhas, o máximo que podíamos”, contou Stella, “mas precisávamos de alguém que nos ajudasse, com quem já estivéssemos acostumadas a trabalhar, com quem rolasse um respeito mútuo. A atitude de Jake quanto a isso foi meio ‘eu não quero produzir este álbum, mas acho que eu deveria’ (risos). Daí ele co-produziu, deixando que nós assumíssemos o controle, fazendo com que ele seja mais um colaborador”.

Isso tem a ver com uma cara mais definida que a obra carrega, algo gerado também pela maturidade que a banda atingiu. “Warpaint certamente cresceu bastante nos últimos anos”, disse a baterista, “tem a ver com estarmos tocando juntas há tanto tempo e nos entendermos cada vez melhor musicalmente. Todas somos melhores instrumentistas hoje do que éramos antes, melhores compositoras também. E trabalhamos cada vez melhor juntas. Sinto que, a cada ano, a cada álbum, a cada experiência desafiadora que enfrentamos, nós recebemos a recompensa de crescermos juntas. É muito visível para mim, principalmente se penso na diferença de nossa primeira turnê para os shows que fazemos agora”.

Sobre levar Heads Up para o formato ao vivo, ela disse que a banda só pensou nisso “uma vez que o álbum estava concluído e tínhamos que planejar o show, daí voltamos para o ‘laboratório’. É uma maneira de aprendermos como as músicas ficam melhores no palco, ao invés de só nos contentarmos com reproduzi-las ao vivo, já que tocamos cada uma delas tantas vezes no estúdio. É um processo muito interessante”.

E, por falar em shows, Stella comenta que a banda não vê a hora de voltar ao país e fazer shows por aqui, dizendo que ela e suas companheiras de Warpaint estão “super animadas” para isso acontecer. Ainda não há qualquer confirmação a respeito, mas ela garante: “Fiquem tranquilos, voltaremos”.

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ARTISTA: Warpaint
MARCADORES: Entrevista

Autor:

Comunicador, arteiro, crítico e cafeínado.