Yearbook of Techno: Putas Vampiras

A DJ paulistana é mais uma aluna da “Escola do Techno”

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Fotos: Eduardo Urzedo/Monkeybuzz

Suzana Taleb Haddad, os vampiros não tem idade, paulistana, estudou cultura Gótica mas é mega cristã, foi para Jerusalém colocar a mão na cruz onde Jesus foi crucificado.

Daqui dez anos, eu…

Então, assisti ao episódio “San Junipero” de Black Mirror e aí eu pensei: “me imagino com a Xuuu, em uma mansão em Los Angeles, presa naquele infinito imortal”. São duas lésbicas e no final do capítulo elas encontram a imortalidade e ficam juntas para sempre. Quero focar mais em produção musical e lançar vários discos, mas continuar com meu live e a Vampire, só que em um ambiente mais recluso.

Se eu pudesse escolher um poder seria…

A realidade do próprio vampiro que é ser imortal, jovem para sempre e poder voar com as asas de pano de morcego. 

Se eu fosse dominar o mundo…

A primeira coisa que me vem à cabeça é fazer as cidades e civilizações crescerem adaptadas ao meio ambiente, floresta e seres vivos, e não o contrário. A humanidade a serviço da natureza e não a natureza a serviço da humanidade. Proibiria prédios, construções desgovernadas.

No meu baile de formatura eu quero entrar com…

A Xuuu, o amar das vampiras e The Sisters of Mercy tocando atrás da gente.

E na entrada do baile eu quero ouvir…

The Sisters of Mercy – “Flood”.

O meu look perfeito do baile seria…

O que eu sempre uso. Até o ambulante na Praça Ramos olhou para mim e falou: “ô Rainha das Vampiras, você sempre está usando essa roupa? Nunca vi você com um look diferente, parece uma Mulher Maravilha”. É um maiô cortado, top da Vampire, capa preta de vampira e uma meia rasgada.

E vou servir o ponche batizado para…

Não daria para ninguém. O fire vem do coração.

Na Escola do Techno o meu grupo é…

O do front, das pessoas que se emocionam, berram, choram e se arrepiam, dançam para caralho. Sou dessas.

O maior mico que eu já passei em uma festa foi…

Quando eu estava tocando, naquele fire, foi incrível, Vampire, todo mundo. Estava com o fone no cabelo e as vezes eu tiro, coloco ele de novo. Mas a porra do fone enroscou no meu cabelo, a gravação do Boiler Room rolando e tive que me abaixar na mesa para tirar. Foi muito engraçado. Os vídeos ainda não foram no ar, mas aparece eu me enfiando debaixo da mesa.

O clube que eu fundaria na Escola do Techno…

Então, eu fiz um mestrado em cultura Gótica no audiovisual, estudei Bauhaus e isso me ajudou muito a entender mais sobre o Techno e o som que eu faço. O Techno não é bagunça, é cultura. Techno não é sobre drogas, é sobre música e arte. É desconstrução, mas ao mesmo tempo é construção. Eu queria passar muito essa mensagem. Tenho um plano de apresentar meu mestrado no começo da Vampire na rua. Gostaria de usar mais desse poder para passar esses ensinamentos sobre Techno, cultura Gótica e consumo de entorpecentes. Techno e fire é cultura.

Eu sou o orgulho da minha família e dos meus amigos, porque…

Tenho uma fixação em ter ideias e torná-las reais. Isso faz com que as pessoas vejam que sim, é possível. Ao mesmo tempo, meu fire inspira muito o fire das pessoas que estão ao meu redor. Também consegui sair de um formato padrão, mas aproveitar de todos os privilégios que tive para seguir o caminho que eu escolhi, e dentro desse caminho existe realizar as ideias.

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