Yearbook of Techno: RHR

O DJ paulista é mais um aluno da “Escola do Techno”

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Fotos: Eduardo Urzedo/Monkeybuzz

Roniere Santos, 26 anos, de Diadema e nasceu sem um osso da costela.

Daqui dez anos, eu…

Me imagino mais dentro do estúdio, só, e tocando menos. Morar em um sítio bem tranquilo no Paraná. 

Se eu pudesse escolher um poder seria…

Que ninguém mais passasse fome. 

Se eu fosse dominar o mundo…

Acho que queria ele mais equilibradão, né? As pessoas poderem estar em qualquer lugar, ser o que elas quisessem ser. Igualdade no geral, 100%. E claro, que ninguém passasse fome.

No meu baile de formatura eu quero entrar com…

Afrodeutsche.

E na entrada do baile eu quero ouvir…

Raça Negra – “Cheia De Manias”.

O meu look perfeito do baile seria…

Um bermu e jacks da Versace, bem chave. Uma camiseta de time, qualquer um porque eu não torço pra nenhum. Boné da Charlotte também é chave, ia chamar atenção. De boot um Yeezy desses aí. 

E vou servir o ponche batizado para…

Daria para ninguém não, jogava fora. 

Na Escola do Techno o meu grupo é…

Geral, mas se for baseado na época da escola, eu sou do fundão. Mas agora, no dia a dia, eu ando a pista toda. Toda hora eu tô num canto, na frente, no meio, fundão. Mas nunca fico atrás do palco, DJ shit para mim é zuado. 

O clube que eu fundaria na Escola do Techno…

Nos dias atuais, nem serve apenas para o Techno… Acho que as pessoas precisam cada vez um mais do outro. Não exatamente só no trabalho ou fazendo coisas juntos, mas mentalmente a gente precisa conversar mais, só o fato de você ser humano mesmo. De alguma forma, as pessoas poderiam passar isso como um legado e se tivessem esse entendimento, ia ser algo louco. A gente precisa conversar mais, os dias de hoje são muito embaçados. Todo mundo vive no seu e acaba entrando no seu caos mental. 

Eu sou o orgulho da minha família e dos meus amigos, por…

Eu estar trampando com o que eu trampo e como eu trampo. Minha família é da periferia e como eles não entendem como é o meu dia a dia, o que eu faço, enfim… Sempre aquela ideia do estereótipo rave “usa drogas e cheio de tattoo”. Até aos 17 anos, eu só jogava bola e ia para escola, ai do nada eu virei DJ. Mas assim, eu nunca desrespeitei minha família. Meu amigos conhecem minha história também.

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ARTISTA: RHR