Kali Malone, rRoxymore, Carla dal Forno e mais…

Um funeral experimental, música eletrônica contemplativa, romance no ar e mil outras histórias no Monkeyloop desta semana.

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PARA OUVIR

Kali Malone – The Sacrificial Code

Gravações lentas e metódicas de órgão de tubo são uma das principais características do trabalho da musicista de Estocolmo, Kali Malone. Com quase duas horas de duração, The Sacrificial Code é um álbum silencioso, subversivo, que nos guia para um processo quase indutor de transe. Ouvi-lo é como um exercício de transcendência através do autocontrole da mente e do pensamento. Um instrumento enorme, bonito e encontrado principalmente em igrejas traz uma sensação emocional muito profunda, capaz de estender seu espírito para a eternidade. (Ana Laura Pádua)

rRoxymore – Face to Phase

rRoxymore, na verdade, se chama Hermione Frank. Apesar de ter nascido no sul da França, a produtora e DJ vive, atualmente, em Berlim. Foi ao chegar na capital alemã que ela oficializou a sua relação com a música eletrônica e este LP é o resultado deste mergulho profundo. Entre os principais méritos de Face to Phase está o fato de que ele não se rende às fórmulas mais tradicionais do Techno e do House ao produzir uma sonoridade que, ao mesmo tempo em que dançante, também recorre a elementos surpreendentes que obrigam o ouvinte a entrar em um espaço refinado de contemplação. (Pedro João)

James Tillman – Silk Noise Reflex

O trabalho de estreia do cantor norte-americano carrega em seu título não só o conceito da obra, mas também uma espécie de “manifesto artístico”: Silk Noise, ou “ruído de seda”, foi a terminologia encontrada por Tillman para definir seu som – aquele misto de R&B e Soul que se cruza com vertentes da Eletrônica e do Indie. Lançado em 2016, o disco apresenta paralelos com o que gente como Moses Sumney e Daniel Caesar tem feito, além de ostentar o nome Merril Garbus (tuneyards) nos créditos como produtora executiva. Com originalidade, groove e qualidade de sobra, Silk Noise Reflex é um convite para os fãs de música contemporânea conhecerem o nome James Tillman (e, inevitavelmente, virarem seus fãs). (André Felipe de Medeiros)

Carla dal Forno – Look Up Sharp

Frio, etéreo e menos lo-fi, Look Up Sharp, segundo álbum da australiana Carla Dal Forno, a coloca em um lugar único entre os que tentam manter suas inspirações no Post-Punk mas não soam referenciais demais. Faixas instrumentais contemplativas ganham a interferência ocasional da voz de Carla, que interpreta suas composições melancólicas refletindo sobre os momentos entre um relacionamento e outro. Assim como no restante de sua obra, Carla nos hipnotiza com música ambiente sonhadora, sem que percebamos o nó no estômago que a complexidade e a pungência de seus arranjos está nos causando. (Lucas Repullo)

PARA VER E OUVIR

Panda Bear – “playing the long game”

The National – “Hey Rosey”

Nilüfer Yanya – “H34T RISES”

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