Maria Usbeck, Kelis, Anna Meredith e mais…

O Monkeyloop é uma seleção do que passa pelos ouvidos da redação do Monkeybuzz. Nesta semana experimentalismos e ousadias de mulheres corajosas

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Maria Usbeck – Envejeciendo

Para seu segundo álbum, Envejeciendo, Maria Usbeck busca discutir temas como envelhecimento e perda de memória de forma branda, amparada em uma musicalidade bastante sonhadora e relaxante. Talvez seja um jeito de enfrentar esse processo com menos peso. Sua avó foi uma de suas principais inspirações para obra. Letras em inglês e espanhol se misturam quase como um reflexo de como nossas lembranças também parecem se embaralhar conforme ficamos mais velhos. Tudo isso é acompanhado por timbres eletrônicos que parecem combinar elementos bastante modernos (vindos dos sintetizadores e beats) com outros mais “clássicos” (como o piano ou sons retirados da natureza). (Nik Silva)

Anna Meredith – FIBS

A música de Anna Meredith é, sim, experimental. No entanto, ao ouvir FIBS ou qualquer um de seus outros LPs, alguns elementos do Pop e de outros gêneros massificados despontam por entre suas faixas. Trabalhando em cima do contraste da guitarra e de outros instrumentos acústicos mais clássicos com a música eletrônica, a produtora e compositora escocesa consegue criar um ambiente que ao mesmo tempo em que parece totalmente inusitado, chega repleto de referências que, em alguma circunstância, já conhecemos. São esses jogos de opostos que dão charme ao seu trabalho que, inclusive, conta com algumas faixas que se dariam muito bem na pista. (Pedro João)

Deb Never – House on Wheels EP

Há algum eco entre as músicas que compõem o trabalho de estreia da cantora. Ao longo das cinco faixas do registro, Deb Never canta sobre relacionamentos falhos e se percebe, como a sensação de sala vazia comunica, sozinha. Batidas eletrônicas preenchem o espaço entre as palavras, organizadas em versos simples que se repetem várias vezes dentro de cada composição. É como se ela ali, no ambiente em que o som tanto reverbera, tentasse processar seus sentimentos ao cantar os versos, percebendo que são eles sua única companhia. (André Felipe de Medeiros)

Kelis – Wanderland

O segundo álbum de Kelis, Wanderland, tem uma história por trás de seu lançamento lá em 2001. Produzido inteiramente por Pharrell Williams e Chad Hugo, The Neptunes, tornou-se uma parte esquecida do catálogo da artista em meio a uma série de fusões de gravadoras e outras confusões do setor. Quando o LP foi lançado na Europa, Kelis separou de sua gravadora e o álbum nunca foi lançado nos Estados Unidos. No entanto, esse disco “perdido” influenciou profundamente o futuro da música. “Shooting Stars”, por exemplo, tem a cara de Frank Ocean. “Perfect Day” tem aquele Rock/Hip-Hop de Post Malone… A música de Kelis emociona e surpreende. Após 18 anos de indisponibilidade, agora temos o poder de dar a Wanderland o reconhecimento que sempre mereceu. (Ana Laura Pádua)

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