Ouça: Laura Jean Anderson

Artista norte-americana encontra sua voz em meio a uma musicalidade nostálgica

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Fotos: Karri Bowman

A voz está no centro de tudo o que Laura Jean Anderson apresenta. Se essa afirmação parece óbvia se tratando de uma cantora, seu trabalho esclarece que a relação da artista com seu timbre e sua interpretação é definitiva em toda a estética apresentada.

Da mesma forma, o uso metafórico do termo “voz” aparece em seu primeiro single, Silence Won’t Help Me Now. A balada de tons nostálgicos traz uma mensagem de liberação para quem se sente calado pelo grupo social, ou cultura, no qual está inserido. Se uma imagem vale ainda mais quando acompanhada de palavras cantadas, seu videoclipe passa bem esse recado.

Isso é simbolicamente mais forte quando conhecemos sua história. Laura Jean nasceu no momento e no local (Washington, EUA) em que a cultura Grunge vivia o seu auge, embora ainda dividisse por lá espaço com hippies. Criada em um lar estritamente religioso, ela só pôde encontrar seu lugar naquele meio na adolescência, quando utilizou a música como escape. Ou seja, foi a música que lhe deu sua voz.

Silence Won’t Help Me Now recebeu elogios de gente de respeito na música, como a rádio NPR e o site Noisey, colocando a cantora no mapa. Em parte foi por causa da sua mensagem, mas foi principalmente pelo seu talento e como ela usa sua musicalidade. Seu timbre, que a coloca no mesmo lugar de gente como Beth Ditto ou as irmãs First Aid Kit, encontra o lar ideal em uma cama de referências do Pop similar ao trabalho de gente como Haim, Natalie Prass ou mesmo Amy Winehouse.

Na última sexta, 22, Laura Jean Anderson apresentou ao mundo seu segundo single: Love You Most. Mais uma vez, ela traz o imaginário estético de uma época que adoramos relembrar sem termos vivido, com vibe romântica e um vocal poderoso. Sua carreira ainda está no começo, mas já começa falando alto.

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Autor:

Comunicador, arteiro, crítico e cafeínado.