Ouça: METZ

Visceral, potente, brutal, distorcido, barulhento, ou abrasivo – escolha qualquer um para definir o som desse trio canadense

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Amplificadores no volume 11, muita distorção, fuzz e feedbacks. Esses parecem ser os elementos essenciais das músicas feitas pelo trio canadense METZ. Com boas melodias (que muitas vezes ficam escondidas atrás de toda a barulheira) e uma energia quase incessável, a banda vem se destacando no meio alternativo e chamando a atenção de muita gente, inclusive da gravadora Sub Pop que recentemente os chamou para compor seu catálogo.

Visceral, potente, brutal, distorcido, barulhento, ou abrasivo – sinta-se à vontade para usar qualquer um desses adjetivos para qualificar essa banda, que tem uma sonoridade que remete ao encontro de algumas vertentes alternativas dos anos 90 como Noise, Grunge e Post-Punk (e também muito do Punk, que havia se estabelecido há duas décadas). Então, comparações com Sonic Youth, Dinosaur Jr. e A Place To Bury Strangers (principalmente esta última) são mais que plausíveis, mas a grande diferença aqui é que o trio parecem levar a crueza e potencia sonora desses nomes um passo à diante.

Como em todo Power Trio, cada um aqui tem sua função: o vocalista e guitarrista Alex Edkins tem a missão de dar sua voz rasgada e por vezes gritada e poderosos riffs à banda, enquanto o baixista Chris Slorach cria em uníssono com Alex a nevoenta e pesada camada sonora. Já o baterista Hayden Menzies tem a missão de criar o máximo de volume que conseguir tirar do seu instrumento – desde a época em que Dave Grohl assumia as baquetas do Nirvana, não se via um baterista que judiasse tanto de seu pobre instrumento e que conseguisse tirar um volume tão alto dele.

O grupo já vem lançando singles e 7” desde 2008, tempo em que foram adquirido experiência em shows (que, como toda boa apresentação de Punk Rock, basicamente tudo pode acontecer) e repertório para seu primeiro disco, que será lançado no dia 9 de Outubro e conta com a produção de Graham Walsh (músico de Toronto e integrante da banda Holy Fuck). A gravadora teve um papel interessante nesta história ao trazer esse estilo de volta a suas mesas de som, como se fosse um reencontro com sonoridade que dominava seus primeiros anos – bandas como Nirvana, Soundgarden e outras que tinham o peso como grande característica dominaram o selo durante a primeira metade da década de 90.

Seja volume, influências ou suas apresentações, o trio parece levar tudo ao extremo, fazendo um som cru, porém implacável. Comparações e influências a parte, o que essa banda realmente quer é se divertir em cima dos palcos da forma mais barulhenta e brutal possível.

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ARTISTA: METZ
MARCADORES: Ouça

Autor:

Apaixonado por música e entusiasta no mundo dos podcasts