Resenhas

Archie Bronson Outfit – Wild Crush

Quarto disco do grupo tenta renovar fórmula com adição da Psicodelia

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Ano: 2014
Selo: Domino Records
# Faixas: 9
Estilos: Blues Rock, Rock Alternativo
Duração: 30:47
Nota: 2.0

Apesar de relativamente desconhecido, o trio inglês Archie Bronson Outfit está na ativa desde 2004, ano em que lançou seu primeiro álbum, Fur. Ali, já se via as tendências ao Blues Rock e Rock Alternativo que o grupo seguiria por toda sua carreira – ainda hoje a fórmula é basicamente a mesma. Sempre margeando a popularidade, mas sem de fato nunca alcança-la, a banda conseguiu um maior buzz quando participou com a faixa Dart For My Sweetheart da trilha sonora da primeira temporada do seriado britânico Skins.

Sempre mantendo-se na ativa, a banda nunca parou de produzir suas obras e Wild Crush é seu quarto lançamento em uma década. As referências do grupo ainda são bem semelhantes as de Fur e as dos discos seguintes, porém com um toque maior de psicodelia (exemplificada veementemente por Love To Pin You Down, faixa que se assemelha em alguns momentos com Time, do Pink Floyd). Ainda que o estilo esteja em alta e que álbum tenha boas faixas, não vai ser dessa vez que a banda atingirá algum sucesso maior do que o que já tem no momento. No fim das contas, a obra deve mais uma vez ficar restrita ao pequeno séquito de fãs cativos do grupo.

O grande problema deste álbum é que, para cada faixa boa, existem duas inexpressivas. Sendo assim, dois terços de Wild Crush parece ter sido feito somente para dar corpo à obra encabeçada por três ótimas faixas. Two Doves On A Lake, We Are Floating e Cluster Up & Hover são as músicas que se destacam em meio as demais por trazer um aparente maior cuidado com a composição e com arranjos que tentam desafiar o ouvinte em uma emocionante volta de montanha russa – algo que pode lembrar um pouco o ímpeto experimental e quase progressivo de White Denin.

As demais faixas caem num terreno comum, seja pra banda ou para o estilo, e falham ao tentar engajar o ouvinte. Sweat & Flow (Dreams), em seus pouco mais de dois minutos, exemplifica isso ao trazer os mesmos elementos dos discos passados reprocessados em um música chata. Hunch Your Body, Love Somebody, apesar de mais animadinha, sofre do mesmo problema – assim com dois terços de todo o álbum.

O disco não chega a decepcionar, mas certamente poderia ter sido melhor se a banda investisse o mesmo esforço que colocou em seus dois ótimos singles em todas as nove faixas de Wild Crush. E quanto a margear o sucesso, ao que tudo indica o trio inglês irá continuar marginal por mais um tempo.

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Autor:

Apaixonado por música e entusiasta no mundo dos podcasts