Resenhas

Atlas Genius – When It Was Now

Animado, dançante, divertido e descartável, assim é o primeiro registro destes australianos que reprocessam o Indie Pop dos últimos anos

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Ano: 2013
Selo: Warner Bros. Records
# Faixas: 11
Estilos: Indie Pop, Synthpop
Duração: 37:46
Nota: 2.5

A Austrália tem se revelado um ótimo celeiro para novas bandas e, por mais que o país hoje seja considerado o berço da Nova Psicodelia (de grupos como Tame Impala, Pond e The Laurels), há também outros tantos estilos despontando por lá. O Indie Pop é um deles e um de seus representantes é o quarteto Atlas Genius, que depois de atingir certo sucesso com seu (ótimo) single Trojans, em 2011, tenta manter o mesmo clima/buzz em seu primeiro álbum, When It Was Now.

O encontro entre Indie Pop e Synthpop (há quem considere o Indie Rock no meio desta mistura) remete muito à sonoridade presente nestes estilos na década de 80, ou no resgate a eles feito durante os anos 2000. Por isso, não é muito difícil você encontrar parentescos com bandas como Phoenix, Two Door Cinema Club, The Rapture ou The Killers em meios às onze faixas do disco. Até aí tudo bem, essas são boas referências, mas infelizmente o quarteto de Adelaide se esquece de adicionar própria personalidade as suas faixas.

Como resultado, When It Was Now se torna um disco animado, dançante e divertido, porém descartável. Suas faixas não se desenvolvem o suficiente para se diferenciarem de suas influências, construindo um bom álbum de músicas genéricas e altamente reprocessadas. Os bons momentos ficam por conta de canções como Electric (algo bem próximo de Rapture ou Cut Copy), Through The Glass (Phoenix) e ainda Don’t Make A Scene (Passion Pit). Porém, não adicionam nada de novo ao que você já conhece.

Trojans e If So carregam o disco nas costas e mostram que não é à toa terem sido escolhidas como singles. Elas mostram o que Atlas Genius tem de melhor a oferecer – baixo grooveado, ótima apresentação dos sintetizadores e o vocal dinâmico de Keith Jeffrey –, e são das poucas faixas que se destacam em meio ao restante, que infelizmente seguem o Indie Pop pasteurizados dos últimos dez anos.

Com grande potencial, mas ao que parece pouco esforço, a banda não consegue tirar o máximo proveito de seu primeiro disco. Em seus próximos lançamentos Keith Jeffrey e companhia deveriam se preocupar menos em tentar se encaixar em moldes e tentar explorar mais de seu próprio som.

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ARTISTA: Atlas Genius
MARCADORES: Indie Pop, Synthpop

Autor:

Apaixonado por música e entusiasta no mundo dos podcasts