Resenhas

Avey Tare’s Slasher Flick – Enter the Slash House

Fundador da banda Animal Collective mostra boas qualidades com seu novo grupo

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Ano: 2014
Selo: Domino
# Faixas: 11
Estilos: Indie Eletrônico, Freak Pop, Indie
Duração: 49:39
Nota: 3.5
Itunes: http://clk.tradedoubler.com/click?p=214843&a=2184158&url=https%3A%2F%2Fitunes.apple.com%2Fbr%2Falbum%2Fenter-the-slasher-house%2Fid816392274%3Fuo%3D4%26partnerId%3D2003

O cara tem que ser muito desligado da produção musical de hoje em dia para se espantar com o trabalho de Avey Tare seja em sua banda mais conhecida, Animal Collective, ou neste seu Slasher Flicks. Digo isso porque por mais fora do óbvio que as músicas sejam (daí a constante alcunha de “Freak”), elas não conseguem chocar quem acompanha o som feito hoje em dia. Na verdade, Enter the Slasher House acaba sendo um bom exemplo dos estilos de hoje em dia e é (e o pessoal que se espantar com o som vai se assustar mais ainda com esta constatação) bastante Pop.

Para seu trabalho de estreia, o grupo (formado com Angel Deradoorian, ex-Dirty Projectors, e Jeremy Hyman, ex-Ponytail) investiu em onze faixas que trazem experimentações com música Eletrônica, percussividade animada e uma deliciosa Psicodelia. Não é difícil se deixar levar pelo disco e, por mais cheio de arestas que seja, vale a audição ao “fundo” enquanto você faz alguma coisa.

E isso não acontece só com delicinhas como Little Fang ou Strange Colores, mas também com as mais ruidosas e carregadas, no naipe de Blind Babe e That It Won’t Grow (vai por mim, as melhores aqui). Elas são carregadas de um senso de humor interessante, como já era de se esperar de um projeto desses, algo que fica mais evidente em faixas como Catchy (Was Contagious) e Duplex Trip. Bem divertido, no geral.

Rola um certo medo de se cansar, sabe? Você deixa no repeat uma, duas ou três vezes e aparece aquela sensação de “tá, é melhor eu parar de ouvir agora antes que eu nunca mais queira escutar isso de novo”. Depois de uma pausa, a audição volta a ficar interessante. Talvez isso acontece com toda obra de personalidade forte, ou talvez seja um pecado do vocal adolescentizado de Tare. Só sei que vale a pena voltar ao disco.

Uma última observação: Enter the Slasher House tem aquela cara de ser bem melhor ao vivo. Ouça imaginando um palco de festival no meio de uma tarde ensolarada. Está permitido dançar sozinho só de pensar.

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Autor:

Comunicador, arteiro, crítico e cafeínado.