Resenhas

Baths – Romaplasm

Novo trabalho do artista é sereno e cheio de metáforas existenciais

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Ano: 2017
Selo: Anticon.
# Faixas: 12
Estilos: Eletrônico Experimental, Pop Alternativo
Nota: 4.0
Produção: Will Wiesenfeld

Já se vão três anos desde que Will Wiesenfeld, mais conhecido pelo seu codinome Baths, entregou o climático Obsidian pro mundo. Se há algum tempo a obra do músico evocava momentos mais pensativos e nublados dentro da música Eletrônica Experimental, o trabalho da vez mostra sua descendência sem abrir mão de uma identidade distinta de seu antecessor.

Romaplasm habita dentro da mesma fragilidade Pop que é marca registrada do artista, fazendo uso de momentos percussivos marcantes, cheios de ruídos orgânicos, glitches eletrônicos e sobreposição de camadas de efeitos para criar uma ambiência que nos transporta para um universo sereno, mas com aspecto de ficção científica.

As letras são inspiradas, poéticas, e seu lirismo transporta o ouvinte para um universo geek, de inclinação hipster, cheio de metáforas existenciais, no qual reinos de contos de fadas, viagens interplanetárias e robôs mecha são o pano de fundo para questionamentos acerca da vida em sociedade. Os momentos mais marcantes dentro da obra talvez sejam os devaneios introvertidos do músico a respeito da homossexualidade, uma abordagem gentil e experimental de quem descobre gradativamente a ser si mesmo.

O timbre agudo da voz de Wiesenfeld, somado aos cliques percussivos de Baths faz lembrar a música de gente como The Postal Service (quem curtia a música Such Great Heights na década passada certamente vai encontrar um ponto de referência nostálgica por aqui), Röyksopp ou até mesmo Hot Chip em seus momentos mais melancólicos. Se essa é sua pegada, pode experimentar sem medo.

(Romaplasm em uma música: Extrasolar)

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Autor:

Discreto e silencioso. Falo pouco, ouço bem, porém.