Resenhas

Blank Realm – Grassed Inn

Banda australiana traz disco massante e que pode não agradar inclusive os fãs do estilo mais experimental

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Ano: 2014
Selo: Fire Records
# Faixas: 8
Estilos: Pop Experimental, Pop Psicodélico
Duração: 45:19
Nota: 2.5
Produção: Slice

A Austrália tem se mostrado um recente centro de surgimento de novas bandas psicodélicas e experimentais, visto como Tame Impala, Pond e Jagwar Ma . Além das três badnas citadas, outra que é originada da antiga colônia britânica é a Blank Realm, que chega com seu quarto disco de estúdio, intitulado Grassed Inn.

Apostando em uma sonoridade de leve psicodelia e cheia de riffs repetitivos ao fundo, o quarteto australiano tenta capturar a atenção dos amantes da música Pop mais torta, mas acaba ficando no meio do caminho. Em um clima Lo-Fi, as canções parecem soar como uma experimentação praieira feita com violões surrados por amigos dentro de uma cabana à beira das areias de Brisbane, Melbourne ou outra cidade do páis.

Apesar de um início simpático com Back to the Flood, ao decorrer do álbum notamos uma repetição de estrutura, dada por riffs de guitarra e linhas etéreas (bem sutis) colocadas em loop enquanto até mesmo as estruturas líricas, entoadas pelo vocalista Dniel Spencer vão se repetindo faixa após faixa. Assim, antes de chegarmos em Reach You on the Phone- oitava e última música do álbum – a audição já ficou saturada, e notamos que a proposta de uma experimentação Pop e em clima mais despojado não alcançou seu objetivo.

Notamos que Blank Realm pode ser sim uma opção para fãs de uma música menos redonda mas que também não busca sonos aos patamares de extrema dissonância. Porém, ao menos em Grassed Inn, a obra como um todo não gera diferenciação, mesmo tendo um ponto de início cativante com sua faixa de abertura, e desse modo, talvez nem mesmo a esse nicho de ouvinte o novo álbum agrade.

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Autor:

Marketeiro, baixista, e sempre ouvindo música. Precisa comer toneladas de arroz com feijão para chegar a ser um Thunderbird (mas faz o que pode).