Resenhas

Bloc Party – HYMNS

Quinto disco da banda, no geral, não empolga

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Ano: 2016
Selo: BMG
# Faixas: 11
Estilos: Indie Rock, Pop Alternativo, Post-Rock
Duração: 47:37
Nota: 2.5
Produção: Tim Bran e Roy Kerr

Para que realmente serve um hiato? É uma forma do artista reencontrar um significado novo para sua produção? É um medo de assumir o verdadeiro fim da banda? Ou apenas uma preguiça com um nome mais chique? Seja como for, a questão é que Bloc Party assume um papel bastante confuso nesta história de pausas, até mesmo para os próprios membros.

Para alguns, o conjunto ainda é um forte nome da nostalgia Indie Pop/Rock do final dos anos 2000, quando o gênero era considerado o filé do alternativo. Após uma pausa anunciada em 2013 e uma série de mudanças de integrantes, o grupo se preparou para o lançamento de seu quinto disco, um trabalho que nem os mais entusiastas poderiam prever seus direcionamentos.

HYMNS tinha tudo para ser um lançamento interessante, mas o hiato pelo qual Bloc Party passou muda um pouco as coisas. A expectativa que tínhamos sobre o lançamento dizia respeito sobre como eles poderiam encontrar novas maneiras de reinventar um gênero cujo ápice não se encontra tão longe de nós, temporalmente falando. Dito e não feito. Durante os pouco mais de quarenta minutos temos uma sonoridade congelada e descongelada que apela para o Pop e a música Eletrônica como seus salvadores, mas ironicamente acabam virando reféns. Estruturas bastante simples, melodias ingênuas e arranjos pobres são alguns dos aspectos gerais que impedem o disco de tomar as proporções que poderia ter tomado.

Ainda que faixas como Fortress, Exes e Living Lux consigam temperar este trabalho buscando sair daquele Indie Rock batido e dançante, não temos nenhum resquício da energia marcante de discos famosos da banda como o primeiro. Um hiato deveria servir para colocar novas perspectivas em jogo, e não esquecer todo o trabalho feito em mais de uma década e se reinventar totalmente. Trata-se da mesma esfera de problemas envolvida no novo disco de Teen Daze. É um lançamento que esquece as origens de seu criador.

Pode ser que, daqui algum tempo, a banda olhe para trás e trate HYMNS como um erro ou como o início de algo que esta para ser desenvolvido. Ou até mesmo faça um novo hiato. Por ora, ficamos com este capítulo da vida de Bloc Party que mais parece um rascunho.

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Autor:

Designer frustrado, julgador de capas de discos e odiador daqueles que põem o feijão antes do arroz.