Resenhas

Born Ruffians – Ruff

Em seu quinto álbum, banda canadense falha ao apresentar seu som “desencanado”

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Ano: 2015
Selo: Yep Roc Records
# Faixas: 11
Estilos: Indie Rock, Rock Psicodélico, Rock Alternativo
Duração: 38'
Nota: 2.0

Sejamos sinceros: Por mais benefícios que o desenvolvimento que a música como um todo passou nos últimos anos, o que fez com que qualquer um conseguisse formar uma banda, gravar um disco e ter certa visibilidade, há também seus lados negativos – como, por exemplo, qualquer um conseguir formar uma banda, gravar um disco e ter certa visibilidade.

Born Ruffians não parece ter se empenhado para que seu quinto disco, Ruff, se destaque pela qualidade, daí a dificuldade para encontrar motivos para sugeri-lo para alguém. Trata-se de onze faixas que fazem questão (até demais) de serem desencanadas, como se a banda canadense enxergasse em si alguma maturidade (natural para quem tem mais de uma década de carreira) para entrar no estúdio e fazer, bem, “qualquer coisa”.

Soa como uma grande tentativa de jovialidade, de resgatar uma espontaneidade maior no fazer música, assim como uma certa prepotência adolescente de achar que todos devem te escutar só porque você decidiu abrir a boca. O resultado não poderia ser outro: O disco tem cara de “aquela banda que abriu o show que fui ver e foi legalzinho, mas não lembro o nome e não vou atrás”, sabe?

Dito isso, justiça seja feita: Ruff tem sim momentos divertidos justamente por parecer não se levar a sério, o que pode passar uma energia legal pro ouvinte. É uma grande pena, porém, quando você se esforça para entrar nesse clima e uma infelicidade como Fuck Feelings (com os três minutos mais longos de 2015) aparece. É aí que você repensa isso tudo e desencana também, mas de sugeri-lo para alguém.

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Autor:

Comunicador, arteiro, crítico e cafeínado.