Resenhas

Cambriana – Worker

Reunindo a maturidade adquirida em apenas um ano de carreira, desde seu “House of Tolerance”, banda mostra a quê veio

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Ano: 2012
Selo: Independente
# Faixas: 6
Estilos: Indie, Indie Folk, Indie Pop
Duração: 20:55
Nota: 4.0

Cerca de uma semana antes do lançamento de Worker, a banda Cambriana lançou a faixa de abertura, What Light?, para download e logo conseguiu mais daquele respeito e admiração que a banda vem recebendo desde sua estreia em House of Tolerance. Melhor ainda do que um novo EP é constatar que as outras cinco faixas são ainda melhores que essa.

É um disco de pequenas surpresas, fruto da precoce maturidade que a banda precisou adquirir para lidar com a repercussão de seu trabalho ao longo de 2012. Para mostrar serviço, foi preciso suar muito a camisa – e vem daí o título do lançamento.

Passada a recém-conhecida What Light?, 47 Daughters começa a surpreender com um som bacana, sempre crescente, com uma bateria muito presente e alguns momentos bem interessantes ao longo da faixa – que termina abruptamente e dá lugar a It Never Works, que começa como uma tímida, mas simpática, balada que cresce cada vez mais e mais – sem perder sua identidade – até te dar aquela sensação de que ela será sua música favorita do disco.

É aí que Albuquerque entra em cena. Curtinha e instrumental, ela acalma nossos ânimos para recepcionarmos a balada à moda antiga Heart Keeps Thinking. É o que gostaríamos de dançar em bailinhos – se tivéssemos festinhas de filme de Sessão da Tarde para irmos quando adolescentes, ouvindo o “But the heart keeps thinking that you’re worth the fall” do refrão. Simplesmente adorável.

Para o encerramento, o melhor. Brincando de fazer uma nova Bossa, a banda brinca com teclados nesta que é a canção mais longa do álbum, com agradáveis vocais ao som do violão em uma progressão com diversas camadas sonoras quase oníricas, acompanhadas por um belo saxofone ao final. Pronto, uma nova favorita.

Não foi à toa que a Cambriana chamou tanto a atenção por onde passou ao longo de 2012. Dá para notar sim que houve um crescimento natural de House of Tolerance até hoje e é bom ver que a banda sabe lidar com isso e produzir mais. Manter a qualidade, creio que não será um problema. Veremos se a superação lhe será possível.

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Autor:

Comunicador, arteiro, crítico e cafeínado.