Resenhas

Chairlift – Something

Agora como um duo, a banda consegue unir nos segundo disco o melhor do Synth Pop dos anos 80 com algumas novidades que não víamos no debut. Um Indie Pop com muito de musica eletrônica, mas sem exageros

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Ano: 2012
Selo: Columbia
# Faixas: 11
Estilos: Indie Pop, Eletrônica, Synthpop
Duração: 41:35
Nota: 3.5

Seria esse mais um disco de Synthpop profundamente enraizado nos 80? Dessa vez, nem tanto. O duo norte-americano Chairlift conseguiu beber da mesma fonte de seu debut, porém sem copiá-lo nem se influenciar tão profundamente pela saturada década de 1980.

Apesar de profundamente ligado ao Synthpop daquela época, o disco ainda consegue um fôlego de novidade. Patrick Wimberly e Caroline Polachek trabalham Something sem perder a identidade da banda e sem repetir os erros cometidos em Does You Inspire You (2008), que agradou alguns críticos, mas espantou o público.

O debut foi gravado ainda como trio. Em 2010, Aaron Pfenning sai do grupo, quando terminou o relacionamento com Polachek. A dupla restante parece ter achado o meio termo entre os anos 80 e a música Pop atual, soando ainda às vezes um pouco futurista. Outro ponto forte do disco é a voz da cantora, que agora funciona como parte integrante das músicas, e não só mais “instrumento” na composição.

Toda a raiva reprimida pelo término do casal que integrava a banda rendeu uma boa canção. Polachek abre o disco mandando uma mensagem a Pfnenning :“All of the bones of your body are in way too few pieces for me/Time to do something about, if you know what I mean.”

Em tempos de Indies puritanos que se afastam das grandes gravadoras, o Chairlift fez o oposto ao assinar com a Columbia e fez um trabalho intencionalmente Pop. Exatamente por isso, o disco está recheado de singles e se tornou claramente melhor que seu debut, o que mostra que a dupla atingiu melhor maturidade musical.

Um disco que, apesar de não trazer nada de novo, traz uma forte presença de sua vocalista, que consegue nos contar bastante sobre essa fase do agora duo. Something é bem diferente do seu antecessor: mais forte nas letras e temáticas, explorando mais sonoridades.

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BOM PARA QUEM OUVE: Porcelain Raft, Hospitality, Grimes
ARTISTA: Chairlift
MARCADORES: Eletrônica, Indie Pop

Autor:

Apaixonado por música e entusiasta no mundo dos podcasts