Resenhas

Citizens! – Here We Are

Banda mostra por que foi considerada uma das promessas do ano com seu primeiro álbum, que teve a produção de Alex Kapranos (Franz Ferdinand)

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Ano: 2012
Selo: Kitsuné
# Faixas: 11
Estilos: Electro-Pop, Indie Eletrônico, Synthpop
Duração: 38:38
Nota: 3.5
Produção: Alex Kapranos

Eleita como uma das apostas para 2012 pela NME, a banda Citizens! já havia lançado dois singles no começo do ano – True Romance e Repitle. Tais músicas funcionaram como cartão de visitas dos caras, sendo muito bem recebidas pela críticas e gerando uma expectativa para o álbum de estréia.

Ambas as faixas do EP se fazem presentes neste primeiro disco, Here We Are, que tem como produtor ninguém menos que Alex Kapranos – sim, ele mesmo, o vocalista do Franz Ferdinand. Tal fato só gerou ainda mais ansiedade na espera pelo lançamento do álbum.

Eis que este foi lançado e, no geral, atendeu as expectativas. Apresentando um Electropop misturado com “Indietronic” e Synthpop, o som do quinteto londrino remete principalmente ao Hot Chip – o que é bom. O disco já começa com os dois singles em sequência, trazendo quem já as tinha ouvido para um reencontro com a banda, e para os novos ouvintes funcionam como um atrativo para deixar o álbum rolando. Duas boas músicas levemente dançantes e bem escolhidas para esse início.

Começar com singles não tornou o álbum sem equilíbrio, graças à boa qualidade das demais faixas. Mais adiante, nos deparamos com Let’s Go All The Way, que é a mais Pop dentre todas do álbum, seja pelo vocal mais doce quanto pela simplicidade instrumental. Em contrapartida, logo em seguida, (I’m In Love With Your) Girlfriend já retorna ao ritmo original do disco e vai além: ainda adiciona um pouco de Electrohouse com baterias eletrônicas e linhas de baixo mais intensas, além de um maior uso de chimbal. Por fim, Know Yourself vem para acalmar os ânimos que as faixas anteriores causaram e encerra de maneira bem redonda o disco.

No geral, Here We Are nos traz uma sonoridade bem legal com baterias eletrônicas e sintetizadores bem harmonizados com um vocal que sabe os momentos de ser mais brando e mais animado, fazendo assim totalmente justificada a expectativa pelo disco. Um som tanto para se ouvir em uma pista de dança, num lounge, ou no seu iPod a caminho do trabalho. Se continuar assim, a banda se concretizará como um dos destaques do ano.

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Autor:

Marketeiro, baixista, e sempre ouvindo música. Precisa comer toneladas de arroz com feijão para chegar a ser um Thunderbird (mas faz o que pode).