Resenhas

Cloud Nothings – Attack on Memory

Sob a tutela do grande Steve Albini, banda alia o melhor do Indie Rock, Lo-Fi e Garage Punk à sua bagagem musical, dando continuidade à tradição de melhorar a cada disco. Neste, o único defeito é ser muito curto

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Ano: 2012
Selo: Carpark Records
# Faixas: 8
Estilos: Indie Rock, Lo-Fi, Garage Punk
Duração: 33:35
Nota: 4.5
Produção: Steve Albini
Livraria Cultura: 29803038

Com certeza, Steve Albini teve influência neste terceiro disco do Cloud Nothings. Mesmo soando mais Lo-Fi em algumas faixas, o peso do Garage Punk está presente em quase toda a obra. Steve, que já produziu nomes como Pixies, Nirvana, Superchunk e Fugazi, realiza um grande trabalho com a banda, fazendo de Attack on Memory o melhor disco de sua carreira, já com vaga garantida na disputa dos melhores do ano.

Formada em 2009, a Cloud Nothings é uma máquina de lançar discos, até agora um por ano desde 2010. O grupo começou quando Dylan Baldi, ainda num esquema muito caseiro, começou a gravar suas músicas no computador. Pouco tempo depois, juntou-se com mais amigos da faculdade e começaram a liberar seu singles na Internet. Hey Cool Kid foi sucesso instantâneo na blogosfera, o que fez com que ele abandonasse os estudos e o resto é história.

Desde então, a banda vem melhorando a cada disco, o que não é diferente em Attack on Memory. Ele consegue juntar toda a bagagem da banda à produção de Albini, fazendo uma enorme diferença em seu som. Variando do gritado ao calmo, as mudanças constantes de ritmo mostram toda a dinâmica do garoto de 19 anos.

A sonoridade bem característica de Baldi revela um resgate de tempos passados. Em No Future, No past, música que abre o disco, percebe-se uma sonoridade presa entre o alternativo de The Bends e o grunge de In Utero, lembrando profundamente os anos 90. O vocal ainda se assemelha muito ao de Kurt Cobain, com sua voz rasgada e penetrante, se tornando ainda mais nostálgico.

Canções raivosas, melodias aceleradas e a simplicidade trazem uma pitada do Punk Rock ao trabalho. Trazendo uma carga de Green Day (da fase pré-Warning), Wasted Days se mostra a melhor música do álbum,com toda a barulheira e energia distribuídas em mais de oito minutos.

O peso do Punk, o toque especial do Rock Alternativo dos anos 90, um pouco de Lo-Fi e as mãos de Steve Albini fazem do Attack on Memory um disco memorável. Seu único problema é ser curto demais, com somente oito músicas, ficamos então com aquele gostinho de quero mais, o que não nos impede de ouvir varias vezes o disco.

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BOM PARA QUEM OUVE: Real Estate, Yuck, The Kills

Autor:

Apaixonado por música e entusiasta no mundo dos podcasts