Resenhas

Deep Time – Deep Time

Dupla do ex-Yellow Fever vem com disco que mantém o seu Pop esquisito e pensante e que os faz ganhar enfim um espaço no cenário musical

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Ano: 2012
Selo: Hardly Art
# Faixas: 9
Estilos: Indie Pop, Experimental, Freak Pop
Duração: 32:16
Nota: 3.0

Não estranhe caso você dê o play e ache som e voz familiares. O motivo é que o Deep Time nada mais é que o finado Yellow Fever – a dupla texana, que era conhecida com o nome da “moléstia” até o início de 2012, quando teve de mudar por motivos judicias aberto por uma banda que possuia o mesmo nome. O curioso é que, agora com o novo nome, a dupla parece estar despontando na carreira, e o homônimo Deep Time é a ferramenta.

O material cotinua sendo aquele que víamos nos outros discos: Música de difícil deglutição, pensante e, de certo modo, concretista. A mistura da voz flexível de Jennifer com os riffs quebrados de Adam fazem um Pop esquisito (weird), algo que a própria dupla procura trazer para as suas canções.

O minimalismo das canções é bem marcante, a simplicidade sempre está presente, mesmo quando há as intervenções experimentais, seja nas cordas do violão ou nas onomatopéia produzidas pela vocalista. Os singles Clouds, Coleman e Gold Rush estão dando uma maior notoriedade para a banda, que começa a ter seu trabalho reconhecido após a fase Yellow Fever.

A questão da letra é algo que merece uma atenção especial. A dupla brinca muito com a sonoridade e jogo de palavras, que interage com o ouvinte e o deixa pensativo e identificado. Um exemplo são dois versos da faixa Homebody que diz: “I’m leaving home and I want you to know/ I’m leaving home and I want you to no…tice”, uma brincadeira com o som de “know” que é o mesmo de “no” de “notice” que é completado ao final com o “tice”. Um simples jogo de palavras que traz uma carga mais interessante à música da banda.

O que aparentemente pode se achar bobo, o som do Deep Time tem na verdade uma carga bem pensante em suas composições, exigindo do ouvinte um certo nível de raciocínio que vai além de apenas ouvir. O bom é ver que a dupla, aos poucos, vai ganhando espaço, mesmo que não para a massa, mas para alguns, mostrando seu interessante trabalho. Propostas diferentes como essa merecem elogios.

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Autor:

Marketeiro, baixista, e sempre ouvindo música. Precisa comer toneladas de arroz com feijão para chegar a ser um Thunderbird (mas faz o que pode).