Resenhas

Destroyer – Kaputt

Bejar consegue fazer uma viagem de volta no tempo, e nos convida a também a passear por esse passado alternativo, uma viagem guiada para os anos 80, com tudo que temos direito, menos os exageros

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Ano: 2011
Selo: Merge
# Faixas: 9
Estilos: Indie Pop, Soft Rock
Duração: 50:05
Nota: 4.5

A esse ponto você com certeza já ouviu falar de Dan Bejar que além de ser membro do The New Pornographers, também fez um dos discos mais falados de 2011. Em seu projeto paralelo nomeado Destroyer, Bejar traz uma sonoridade característica dos 80. Quase todos os elementos dessa década estão presentes, todos menos um, o exagero.

A década de 80 foi marcada pelo excesso: sintetizadores demais, saxofones demais, glamour demais. O papel de Bejar nesse resgate foi retirar os excessos e mostrar o quão clean o som daquela época poderia soar. As composições e arranjos de Kaputt são todas delicadas e refinadas, tudo isso com um toque do Jazz.

O glamour nesse retro pop de Destroyer, traz sintetizadores, baterias do soft rock, trompetes e saxofones que fariam ate Kenny G sentir inveja. A épica The Bay of Pigs, single lançado por Bejar em 2009, já apontava pra esse caminho. Nos onze minutos de música ele já flertava com o Ambient Disco, como ele próprio chamou, é também a faixa que fecha o disco.

Logo de cara em Chinatown, já temos resumo da obra, a bateria, os sintetizadores, o backing vocal feminino, o trompete rasgando a música, tudo orquestrado pela voz de Bejar. O trompete continua em Blue Eyes que também é marcada pelas guitarras distorcidas e a bateria abafada. ”I write poetry for myself” explica muito do disco e o clima do Destroyer. A música é feita pra Dan.

O clima mais ameno continua em Suicide Demo For Kara Walker com mais de oito minutos, a flauta adiciona uma aura especial a música. Poor In Love em uma pegada mais minimalista abre caminho pra faixa que dá nome ao disco. Kaputt é a faixa decisiva, ela embarca todos seus componentes, bateria eletrônica ecoando, sintetizadores e elementos eletrônicos também estão presentes. Essa é a faixa que escancara a inspiração nos anos 80 de Bejar.

Desenvolvendo uma instrumentação mais pesada nas faixas Downtown e Song For America, a voz é colocada em segundo plano, o baixo ganha um destaque e metais continuam a fazer um belíssimo trabalho. Sem dúvida esse foi um dos discos mais falados de 2011, e com toda a razão.

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ARTISTA: Destroyer
MARCADORES: Indie Pop, Ouça, Soft Rock

Autor:

Apaixonado por música e entusiasta no mundo dos podcasts