Resenhas

Dutch Uncles – Cadenza

Um disco que consegue agregar Indie Pop/Rock, New Prog e Math Pop, a principio pode parecer difícil, mas esse é um disco muito acessível que em certos momentos contam com aquela pegada pop

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Ano: 2011
Selo: Memphis Industries
# Faixas: 11
Estilos: Indie Pop, New Prog, Math Pop, Indie Rock
Duração: 38:05
Nota: 4.0
Produção: Brendan Williams and Phil Bulleyment

Diretamente de Manchester, a cidade inglesa que já revelou Oasis, Happy Mondays e Stone Roses, surge o Dutch Uncles com um som que não se assemelha em quase nada com o seus conterrâneos. Em seu segundo disco, com uma melhor produção e dessa vez gravado em um estúdio, a banda consegue atingir certo sucesso, chegando à barreira do mainstream.

Cadenza é o segundo disco da banda e com ele os músicos foram convidados a participar de dois grandes festivais europeus, Leeds e o Reading, e ser headliners de outros dois, Bestival e Latitude. Além disso, foram a banda de abertura do Wild Beasts em suas apresentações na Europa. Produzido por Brendan Williams and Phil Bulleyment, o disco foi muito bem recebido na Europa, menos em sua terra natal. Assim como os Beatles, a banda despontou primeiro na Alemanha e só depois foi reconhecida em seu país natal.

É difícil encaixar o som do Dutch Uncles em uma só tag, porque eles vão do Indie Rock ao Indie Pop, com muito de Math Pop e ainda flertam com o New Prog. Mesmo no meio de toda essa salada, a banda consegue fazer uma música altamente acessível e com um apelo pop muito grande. Junte o Rock alternativo do The Smiths com o Rock progressivo do King Crimson, as composições de Steve Reich e a New Wave pop do Talking Heads e teremos um pouco do que é essa banda.

Cadenza, faixa que abre o disco, tem um baixo pulsante e uma batida bem marcante de bateria, com um ritmo incrível marcado pelo teclado, entrando num clima muito pop, mas sem perder suas referências de New Prog. Os loopings de X-O, com suas guitarras soando como as do post-punk, e o refrão de realmente tirar o folego, são meio Gang of Four, meio Guillemots, e terminam a faixa em um grande clímax.

As várias camadas de Dolli, e a capela num clima Beach Boys. O Baroque Pop de OCDUC, o ritmo punk do Dressage. Carregado e eclético o som do Dutch Uncles traz em suas melodias quase experimentais batidas e ritmos não usuais. Soma-se a isso à voz excêntrica do Duncan Wallis.

Sendo esquecido pelos seus conterrâneos e subindo cada vez mais nas paradas o Dutch Uncles vem lutando pelo seu espaço. E está cada vez mais perto do mainstream, mesmo com um som nada usual. Cadenza se mostra um ótimo disco mesmo beirando a esquizofrenia algumas vezes.

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Autor:

Apaixonado por música e entusiasta no mundo dos podcasts