Resenhas

East India Youth – Total Strife Forever

Jovem músico se mostra muito bem ambientado em sua estreia em longa duração no Eletrônico

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Ano: 2014
Selo: Stolen
# Faixas: 11
Estilos: Downtempo, Ambient, Eletrônica
Duração: 49:39
Nota: 3.5
Produção: William Doyle

O britânico William Doyle, nome por trás do projeto East India Youth, parece enfim ter encontrado seu cantinho no mundo musical. Se antes o rapaz era membro da banda de Indie Rock/Britpop Doyle & the Fourfathers, foi apenas agora, se dedicando ao Eletrônico, que achou sua zona de segurança.

Estreando como produtor dentro do gênero com o LP Total Strife Forever, Doyle nos mostra que acertou pela escolha de largar o formato guitarra/baixo/bateria e se dedicar aos softwares de produção eletrônica. Com um disco carregado de influências urbanas, providas muito provavelmente pela vivência em uma das grandes capitais do mundo – Londres – o jovem músico estreia muito bem com um álbum coeso e que já mostra intimidade com o gênero, mesmo sendo sua estreia em longa duração.

O álbum apresenta uma estrutura interessante. Muitas de suas faixas funcionam como um brando interlúdio para a faixa seguinte, como podemos notar em na tríade inicial Glitter Recession, Total Strife Forever I e Dripping Down, sendo as duas primeiras instrumentais mais suavizados, ganhando apenas maior tonicidade no final da segunda citada, o que dá a introdução à terceira, na qual temos o primeiro contato com o vocal de William e que se mostra uma faixa sublime, mas com um ritmo marcado ao seu fundo. O mesmo efeito de intrudução pode ser notado na parte II da música homônima ao título do disco, que apresenta a canção Looking for Someone, que se inicia a capella e ganha batidas sólidas de snares como base.

William Doyle consegue passar através de seus sons eletrônicos uma carga emocional que vai desde o delicado sentimento moderno que sentimos numa noite de final de semana tranquila com os amigos, que tem como exemplo a bela instrumental Midnight Koto, que parece lhe transportar por um lugar carregado de saudosismo em meio a uma noite cheia de luzes das rua, quanto para mini epopéias dadas pelas partes I, II e – principalmente – III da faixa título (sendo a IV, e última parte e canção do álbum, um híbrido entre pequeno caos tímido em meio aos ruídos que a faixa apresenta).

Em bela estreia, East India Youth se mostrou um projeto muito bem cosntruído pelo jovem músico, que demosntrou já ter intimidade com o gênero logo no primeiro trabalho de longa duração (o que já se notava no compacto previamente lançado). Ao que tudo indica, é bom ficar de olhos ligados no britânico, pois daí sairão muitas outras boas obras.

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Autor:

Marketeiro, baixista, e sempre ouvindo música. Precisa comer toneladas de arroz com feijão para chegar a ser um Thunderbird (mas faz o que pode).