Resenhas

Edward Sharpe & the Magnetic Zeros – Here

Segundo álbum do grupo traz de volta o Folk hippie que o fez conhecido sem seguir uma continuação óbvia ou recorrer a lugares comuns do primeiro disco

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Ano: 2012
Selo: Vagrant, Rough Trade
# Faixas: 9
Estilos: Indie Folk, Folk Rock
Duração: 37:58
Nota: 3.0
Livraria Cultura: 30046279

O disco de estreia da Edward Sharpe & the Magnetic Zeros, Up from Below, inaugurou a carreira da banda muito bem e mostrava um Folk Rock meio hippie bem diferente de tudo que se via na cena Folk da época, como Mumford and Sons, Laura Marling e outros nomes da “explosão britânica”. Em Here a pegada “estranha” continua, mas em uma proporção bem menor.

É um álbum conciso, menos pretensioso e que mostra que os músicos progrediram durante esses três anos. Alex Ebert e seus Magnetic Zeros (banda formada por 12 pessoas) parecem ter superado a pressão de um primeiro trabalho e estão mais relaxados e conectados como banda neste segundo lançamento.

Desta vez, o foco está na música e as peculiaridades do primeiro disco ficaram para trás, as canções não perdem nada do encanto das que havia no primeiro álbum e ainda se tornam menos cansativas. Algumas ficaram bem mais calminhas, como Mayla e Child que ganham arranjos e ritmos bem simples.

Jade Castrinos deixa de ser uma coadjuvante e ganha destaque em várias faixas ao dividir os vocais com de Ebert.No que parece a continuação de Home, grande hit do primeiro álbum, That’s What’s Up mostra a bela voz da moça em uma música alegre e cheia de energia, sendo a mais animada de todo o trabalho. Outra bela apresentação vocal da moça acontece em Fiya Wata, em que sua voz parece ganhar ainda mais força e destaque.

Com um teor experimental One Love To Another brinca com o Reggae e I Don’t Wanna Pray lembra as músicas Gospel americanas. Dear Believer traz consigo um clima sessentista que vaga entre o Pop e Folk da década e incorpora uma nostalgia ímpar no disco.

Em seus quase 38 minutos, Here traz de volta o Folk hippie que lançou a banda em 2009, sem recorrer a lugares comuns ou revisitar o passado, mas com mais influencias e sonoridades. A ideia de não seguir uma fórmula ou fazer uma continuação foi um bom caminho escolhido pelo grupo.

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Autor:

Apaixonado por música e entusiasta no mundo dos podcasts