Resenhas

Eternal Summers – The Drop Beneath

Mais uma vezm o trio se pauta em buscar o hibridismo sonoro de ritmos roqueiros do anos 80 e 90

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Ano: 2014
Selo: Kanine Records
# Faixas: 11
Estilos: Shoegaze, Dream Pop, Noise Pop e Indie Rock
Duração: 45:21
Nota: 2.5
SoundCloud: /tracks/119046049
Itunes: http://clk.tradedoubler.com/click?p=214843&a=2184158&url=https%3A%2F%2Fitunes.apple.com%2Fbr%2Falbum%2Fthe-drop-beneath%2Fid801687505%3Fuo%3D4%26partnerId%3D2003

Algumas das marcas registradas do trio Eternal Summers são a voz doce de Nicole Yun e a busca por emular sonoridades que venham principalmente do período entre as décadas de 80 e 90. Não tem como negar que The Drop Beneath é realmente um disco do grupo, pois esta base continua intacta e em alguns aspectos se torna até melhor do que o que foi apresentado em Correct Behavior (2012), segundo disco da banda.

São onze faixas que mostram o trio enfileirando gêneros como Shoegaze, Dream Pop, Noise Pop e Indie Rock em uma mistura que passa aquela sensação de doçura e de se estar sonhando acordado. Ambientação um pouco menos explosiva e animada que em seus álbuns anteriores, mas que se encaixam perfeitamente com o clima das letras desta obra.

Se nos anteriores havia certa ingenuidade ao tratar os temas amorosos, aqui Nicole e companhia parecem mais seguros de si e, de certa forma, mais fortes, como se esses amores que deram errado no passado já os preparassem para eventuais desventuras – claro que ainda há resquícios do “velho Eternal Summers” (como em Never Enough). O problema é que o trio ainda emoldura letras emocionalmente rasas em um fundo musical divertido, porém sem grande pretensão.

Não que isso seja um problema, mas o álbum carece de momentos mais enérgicos que se viam em seus antecessores – ainda assim há bons singles (caso de A Burial e Gouge) que conseguem se mostrar mais potentes dentro deste novo formato sonoro que a banda segue. E como um bom “Eternal Summers”, o disco consegue agregar muitos elementos e sonoridades diferentes em suas faixas, com a meta de que nenhuma não seja igual outra. Fazendo-o de forma coerente, o trio consegue imprimir um bom ritmo ao álbum.

Mais uma vez, não há ideias novas aqui, mas um bom senso em aproveitar elementos de estilos que surgiram há 20 ou 30 anos. Uma produção refinada (mesmo que trate de gêneros como Noise e Shoegaze) trabalha a favor do teor Pop do disco, principalmente no que diz respeito em não esconder suas melodias pegajosas em meio a muito barulho e em sempre trazer o vocal adocicado de Yun bem audível e comandando as músicas – algo certeiro nessa proposta mais acessível que o grupo se propõe.

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Autor:

Apaixonado por música e entusiasta no mundo dos podcasts