Resenhas

Foo Fighters – Wasting Light

Aclamada como um dos maiores nomes do Rock desde seu surgimento em 1995, a banda de Dave Grohl convocou Butch Vig para gravar o seu retorno à garagem em um disco que já nasce como um pequeno clássico atemporal

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Ano: 2011
Selo: RCA
# Faixas: 11
Estilos: Rock, Hard Rock, Post-Grunge
Duração: 47:51
Nota: 4.0
Produção: Butch Vig
Livraria Cultura: 22569458

Desde 1995, a banda do ex-Nirvana Dave Grohl vem surpreendendo a cada lançamento. Em, lançou um dos “discos do ano”, o Wasting Light, e com isso o Foo Fighters chega ao seu sétimo álbum. Um lançamento anciosamente esperado para esse ano, o disco é resultado de um império construído pela banda, sendo uma das mais aclamadas do rock nos anos 2000. Ele também marca a volta de Pat Smear à banda, um velho conhecido de Grohl que veio para somar uma guitarra (agora são três no total).

Além disso, Dave, “O” frontman, resolveu gravar de uma forma diferente, montando em sua própria casa um estúdio, com o objetivo de deixar o disco com cara de uma produção de “banda de garagem”. Somado a isso, as músicas foram gravadas analogicamente, com rolos de fita.

O resultado disso tudo foi uma lista de 12 músicas inéditas, uma delas disponível somente no álbum Wasting Light: Deluxe Edition, que trazem um lado no geral mais pesado e rápido do Foo Fighters. Bridge Burning abre o disco com tudo, a todo vapor, com tons de guitarra mais quentes que Salvador num dia de janeiro. Rope vem logo em seguida, mostrando todo o sincronismo do trio de guitarras da banda. Dear Rosemary tem um tom mais melódico e traz a participação nos vocais da lenda do Hüsker Du, Bob Mould. Logo na sequência, vem White Limo, a faixa mais pesada do álbum, para quebrar o ambiente melódico, e quebra com muita qualidade. A banda mostra seu apreço pelo metal, fazendo uma mistura de Foo Fighters com uma boa dose de Motörhead. Falando nisso, Lemmy é um dos protagonistas do clipe dessa faixa.

Arlandria recupera o clima do álbum e mais uma vez prova a qualidade de arranjo da banda, fazendo uma ótima composição das três guitarras. These Days tem uma marca registrada da banda nos seus álbuns, que é a introdução apenas de Grohl com sua guitarra. Na sequência tem Back & Forth, que dá nome ao documentário da história da banda, lançado na cola desse disco. Depois das faixas A Matter Of Time e Miss The Misery, vem I Should Have Known, que é uma faixa muito introspectiva, dedicada ao passado de Dave, e para laçar isso, a participação especial na gravação do baixo é ninguém mais e ninguém menos que Krist Novoselic, seu ex-companheiro de Nirvana. Fechando esse aclamado álbum vem Walk, que confirma a essência desse novo clássico com seu refrão “I never wanna die” (Eu nunca quero morrer).

Sendo assim, o gigante lançamento de 2011 mostra o porquê do fervor ao redor da banda e de seu aclamado frontman. Só nos resta aplaudir em pé.

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Autor:

Vegetariano, rabugento, ouvindo e fazendo música