Resenhas

Foster the People – Torches

O debut do trio californiano atingiu enorme sucesso comercial, puxado pelo hit “Pumped Up kicks”, com faixas de altíssima qualidade que agradam naturalmente tanto o público Indie quanto os fãs de música Pop

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Ano: 2011
Selo: Columbia, Startime
# Faixas: 10
Estilos: Indie Pop, Indie Rock, Pop Alternativo
Duração: 38:24
Nota: 4.0
Produção: Paul Epworth, Greg Kurstin, Ricj Costey, Tony Hoffer e Mark Foster
Livraria Cultura: 29306662

É, a discussão sobre a música pop poder ser boa ou não já ficou muito pra trás. Prova disso é Torches, o disco de estreia da californiana Foster the People, que atingiu grande sucesso dentro de todas as antíteses: Público e Crítica, Vendas e Qualidade, Público Indie e Público Pop.

Em dez faixas, o trio encabeçado por Mark Foster consegue construir boas canções com jeitão indie (muitos instrumentos e efeitos, produção às vezes meio “sujinha”, temas nem sempre tão convencionais) que os mais desatentos podem se confundir e classificar perjorativamente como “música de rádio”.

É interessante como essa radiofonia está presente em hits como Call It What You Want (produzida por Paul Epworth – o novo grande nome da música pop) e Pumped Up Kicks (uma das músicas mais tocadas em 2011), mas o álbum já abre com as dissonâncias de Helena Beat, talvez a faixa que melhor resuma o disco, com sua pegada eletrônica e percussão forte, e o refrão que diz “I took a sip of something poisoned but I’ll hold on tight” (“tomei um gole de algo envenenado, mas vou me segurar firme”).

Essa ironia otimista desaparece em faixas como Waste, I Would Do Anything For You e Miss You, quase impossíveis de serem descritas sem a palavra “fofas” ser usada. São faixas românticas como as mais bregas das baladas, todas com a roupagem cool, divertida e dançante que impera o álbum.

Colors on the Wall (Don’t Stop) e Houdini são algumas dessas outras canções menos “melosas”, mas que ainda assim grudam no ouvido. É o pop em sua melhor forma, tão fácil de ouvir e gostar, mas tão completo musicalmente. E se alguém (ainda) tiver dificuldade em gostar desse gênero, eles são enfáticos: “Call It What You Want” (“chame do que quiser”).

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Autor:

Comunicador, arteiro, crítico e cafeínado.