Resenhas

Foxing – The Albatross

Agora relançado, disco de estreia tem maior atenção e apresenta boas letras confessionais e instrumentais que silenciosamente conversam com as emoções líricas

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Ano: 2014
Selo: Triple Crown Records
# Faixas: 10
Estilos: Emo, Screamo, Post-Rock
Duração: 31:42
Nota: 3.5
Produção: Ryan Wasoba

Sim, este disco não é novo. Lançado em Outubro de 2013, o – até o momento – único disco da Foxing, The Albatross, tem agora na verdade seu relançamento e remasterização. Se num primeiro momento teve seu nascimento através do selo County Your Lucky Star, que, apesar de ser pequeno, é um berço e maternidade – no sentido de dar ótimo amparo aos primeiros passos – de bandas revival de Emo/Screamo 90’s e seus derivados -, foi agora com o relançamento pelo selo Triple Crown, uma subsidiária da Warner Music, que mais olhos se voltaram para o álbum.

De St. Louis, Missouri em 2011, Foxing é formada por cinco rapazes que, como praticamente todos os mortais, já passaram por desilusões amorosas, sejam elas reais ou por cenários platônicos criados apenas na mente. Entretanto, diferente da maioria, por serem músicos, transmitem tais emoções através de letras e melodias, fazendo de seus sons um verdadeiro diário.

Misturando um clássico revival do Midwest-Emo/Screamo com boa doses de Post-Rock e um quê de Math Rock, o grupo faz jus a outros nomes da cena, como The World Is A Beautiful Place & I Am No Longer Afraid To Die, Empire! Empire! (I Was a Lonely Estate), e Pianos Become The Teeth, e carregam no aspecto confessional em suas letras, como notamos em “This solicitude I won’t forgive/I’ll be whatever you like/All of this inside my head/I’ll be whatever you like/” (“Eu não vou esquecer desse pedido/Eu vou ser o que você quiser/Tudo isso está dentro de minha cabeça/Eu vou ser o que você quiser”) em Bloodhound e “I swear/I’m a good man/So why don’t you love me back?” (“Eu juro/Eu sou um cara legal/Então por que você não me ama de volta?”) e ”Melancholy feels just like me/Alone, not lonely/I think I’m so detached that I don’t feel sound for anyone anymore” (“Melancolia parece ser como eu/Sozinho, mas não solitário/Eu penso que estou tão desolado que não sinto mais nenhum som vindo de ninguém.”)

Sendo uma boa opção para sons melancólicos e exbravegentes e libertadores através de gritos, Foxing consegue misturar tais emoções de uma maneira orgânica e natural, passando para o ouvinte um clima de intimidade e de desabafo ao mesmo tempo que serve de base para quase que uma terapia musical e de compartilhamento de difíceis momentos, que todos nós – que preferimos não passar – passamos algumas vezes em nossa vida, e que temos aqui, neste álbum uma boa alternativa de terapia.

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Autor:

Marketeiro, baixista, e sempre ouvindo música. Precisa comer toneladas de arroz com feijão para chegar a ser um Thunderbird (mas faz o que pode).