Guided by Voices – Let’s Go Eat the Factory

Com mais de 30 anos de estrada entre as indas e vindas dos integrantes, o grupo original se junta novamente para gravar seu 16° disco, e o hiato de quase oito anos entre este o o último lançamento resulta em quase 40 minutos do mais puro Indie Rock

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Ano: 2012
Selo: Independente
# Faixas: 21
Estilos: Lo-Fi, Indie Rock
Duração: 41:45
Nota: 3.0
Produção: Guided By Voices

Formada em 1983, Guided by Voices já acumula 16 discos no currículo. Com quase 30 anos de carreira, a banda já tem uma bagagem muito grande e consegue trazer tudo isso em seu novo trabalho, em aproximadamente 40 minutos do puro Indie Rock. Depois de oito anos, o grupo volta a dar frutos.

Let’s Go Eat the Factory é o álbum que marca a reunião da banda, que havia se separado em 2004. Outro ponto importantíssimo desse disco é que ele traz a formação original, que não se reunia para gravar desde 1996. A ideia da reunião começou em 2010, quando a Matador Records os chamou pra um show em comemoração aos 21 anos do selo, e logo depois foi anunciada uma turnê mundial da banda.

Lançado no fim de 2011 no iTunes, o disco só teve sua versão física lançada no começo de 2012. O álbum foi produzido e gravado na casa dos próprios integrantes Tobin Sprout, Mitch Mitchell e Greg Demos, novamente gravado em Portastudio, da forma mais Lo-Fi e clássica possível.

Com grande influência do Garage Rock, Psychedelic Rock, Progressive Rock, Punk Rock e Post-Punk, eles fazem no meio dessa salada um Lo-Fi com um peso de Rock. A “fórmula” da banda continua a mesma, com músicas de aproximadamente dois minutos e algumas com duração menor ainda. Eventualmente, as músicas param abruptamente e algumas delas mostram também os efeitos sonoros bem caseiros.

Laundry and Lasers, abre o disco de forma bem Rock and Roll e Lo-Fi, marca registrada da banda, com seus dois minutos de música meio suja e desprovida de um cuidado maior com a produção, conseguindo sintetizar o que está por vir no restante do álbum. Doughnut for a Snowman e Who Invented the Sun mostram o toque caseiro do disco, com efeitos totalmente Lo-Fi, e novamente passam um tom de despreocupação da banda.

Um disco que mostra o peso da experiência e revela que ainda há espaço pro bom e velho Indie Rock, feito da forma mais caseira possível. E ainda traz a reunião da formação original do GBV, além de ser algo novo em longos oito anos de hiato.

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Autor:

Apaixonado por música e entusiasta no mundo dos podcasts