Resenhas

Hot Water Music – The fire, the steel, the tread/Up to nothing

Os anos 90 estão de volta mesmo, já que essa que foi uma das mais influentes bandas da década retorna em um EP curtinho com apenas duas músicas com suas características guitarras distorcidas e vozes roucas

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Ano: 2011
Selo: No Idea Records
# Faixas: 2
Estilos: Harcore, Post-Hardcore, Emo, Punk rock
Duração: 6:20
Nota: 4.0

Os anos 90 estão de volta. Não, não inventaram uma máquina do tempo, e não é da volta das camisas xadrez que estou falando. Ok, isso também. Porém, o Hot Water Music está de volta! Uma das mais influentes bandas daquela década e precursora do hardcore-emo voltou com fôlego de menino em seu novo EP, The Fire, The Steel, The Tread/Up To Nothing.

Após um hiato “permanente” anunciado em 2005, a banda de Gainesville (Flórida) criada em 1993 se reuniu para alguns shows em 2010 e acabou gostando da ideia. Assim sendo, em outubro de 2011, foi lançado o mais novo EP com apenas duas faixas de pura nostalgia, vocais roucos e distorção. Pode parecer apenas uma volta para animar somente os fãs, porém é um suspiro no cenário contemporâneo, no qual a grande maioria das bandas que surgem são cheias de aparelhagem, efeitos e tudo o que for possível. O Hot Water Music traz à tona a simplicidade e a rusticidade que influenciou uma geração.

A primeira música, The Fire, The Steel, The Tread, já nos mostra que a dupla de frontmans Chuck Ragan e Chris Wollard, não perdeu o fôlego nem as vozes roucas. As guitarras continuam em sintonia perfeita e distorcidas, o baixo de Jason Black continua com seus riffs mirabolantes acompanhando as linhas impecáveis de bateria de George Rebelo. Esta primeira faixa é cantada por Chuck e seu característico estilo que nos lembra o country de seu projeto solo. Com um refrão muito forte e melódico, esta faixa termina e viramos o 7”. Do outro lado está a Adds Up To Nothing. Quem solta a voz dessa vez é Chris, e, sim, agora temos a certeza de que o Hot Water Music está de volta. Com timbres impecáveis, riffs e solos de guitarra muito bem trabalhados, a voz mais melódica de Wollard canta um refrão bem pra cima, finalizando a audição com chave de ouro.

Ao final disso tudo, só resta a ansiedade de ver um novo álbum completo, recheado de guitarras distorcidas e vozes roucas, que nos levam direto de volta a década mais criativa dos últimos tempos.

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Autor:

Vegetariano, rabugento, ouvindo e fazendo música