Resenhas

Jens Lekman – I Know What Love Isn’t

O amor em looping é traçado pelo cantor sueco através de canções de um Indie Pop classudo e simpático muito fácil de ouvir

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Ano: 2012
Selo: Secretly Canadian/Service Records
# Faixas: 10
Estilos: Indie Pop, Pop Folk
Duração: 38:00
Nota: 3.5
Produção: -

Aos 31 anos, o músico Jens Lekman chega ao seu terceiro álbum de estúdio nomeado como I Know What Love Isn’t, uma epopeia adocicada envolta em letras cotidianas sobre o amor e a falta dele, como o próprio já conta logo de cara no título de sua compilação lançada há pouco tempo através de mais um selo, o Service Records, a nova aposta do cantor se alia ao mesmo selo dos quais ele investiu seus primeiros discos, Secretly Canadian.

O som característico de Jens se estende por todo seu álbum sem qualquer motivo de buscar muita diferenciação a cada faixa: A característica semi-acústica em um Indie Pop leve e calmo traz o arranjo levemente erudito sem soar pedante ou pretensioso – apenas um toque classudo no clima tranquilo e sereno proporcionado pelo artista – e vocais que seguem a mesma sintonia.

O disco leva a crer que cada canção foi estrategicamente colocada onde está para que fosse criada uma linha do tempo da crônica em looping da qual o cantor vive e mais um tanto de gente por aí: O deslumbre apaixonado e sensualismo latino em Erica America logo no começo é como a descoberta de um novo amor, e a sequência de elogios da letra beira a babação típica de um casal formado há pouco tempo e que, com o decorrer do material, vai desacelerando, fica mais conflituoso e termina com a versão que leva o nome do disco.

O grande truque final é o enlace entre a primeira e a última faixa, que carregam o mesmo nome, Every Little Hair Knows Your Name, sendo a que abre apenas instrumental (que aos poucos se alegra) e a final, contrapondo, mostra um lamento sem fim, com versos exagerados como os de quem esteve em profundo envolvimento.

O tato e delicadeza de Lekman no álbum I Know What Love Isn’t é digno de aplauso e mérito, já típico de sua maneira de produzir o que seja. O músico atesta de forma pungente que o lado-B do indie Pop também tem seu charme e deve ser levado em conta, afinal nem só de hits frenéticos realmente vive uma pessoa.

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Autor:

Jornalista por formação, fotógrafo sazonal e aventureiro no design gráfico.