Resenhas

Joe Goddard – Taking Over

Soando como um aglutinado de composições ao longo do tempo, faixas apresentam variações fortes e não dão coesão e linearidade à obra

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Ano: 2013
Selo: Greco-Roman
# Faixas: 4
Estilos: Deep House, Bass Music
Duração: 27:11
Nota: 2.5

Lançando seu mais novo material, Joe Goddard, vocalista de apoio e tecladista do Hot Chip, traz um passeio pela música eletrônica em quatro faixas interessantes, mas que devido a uma falta de foco acaba não dando coesão à obra.

Sabemos que um EP é uma compilação de ideias e rabiscos que o artista acumula durante algum tempo. E é assim que soa Taking Over. O compacto é composto por dois pares de músicas que vão do Electro Pop mais clássico ao Deep House, passando por alguns elementos da Disco. Hora animado, hora mais introspectivo, o EP parece mais interessante se ouvido com as faixas em separado, o que ajuda a não haver as rupturas entre elas entre o término de uma e o início de outra.

A primeira canção, Step Togheter, gravada em parceria com o produtor alemão Boris Dlugosch, apresenta batidas marcantes de House e Trance, que somados a vocais – tanto cantados quanto onomatopéicos – dão uma sensação mais despojada ao clima. Na sequência, temos o single She Burns, que conta com mais uma participação, dessa vez da cantora inglesa Mara Carlyle que já se aventurou no mundo eletrônico ao participar de um disco da dupla Plaid. O single assume uma característica mais fechada, e que tem os vocais – mais uma vez – ditado o tom. Com um ar mais sublime, a faixa vai para o lado da Deep House e se apresenta como a faixa mais sentimental da obra de Goddard.

Chegando a terceira música do disco, temos a ótima Bassline ’12. São nove minutos de um um House minimalista totalmente instrumental e muito bem produzido, não enjoando o ouvinte de maneira alguam apesar de sua longa duração. Com repetição de beats na medida certa e dosagem nos crescimentos e mantidas de ritmos, a música se destaca no aspecto técnico. Por fim, temos a homônima à obra que soa como um Synthpop com uma cara mais oitentista, que se alia com som de guitarras agudas e remetem a algo do New Wave. Porém, tudo muito comum, sem muita novidade apesar de bem construído.

No geral, como dito anteriormente, o disco apresenta diferentes modelos de construção por suas faixas. Entretanto, julgar um EP, ainda mais de um projeto paralelo de um artista é algo complicado. Sabemos que a maior parte do tempo de Joe Goddard é dedicada ao Hot Chip, tanto que desde 2011 o músico não lançava novo material. Isso só nos faz ponderar as composições como um acúmulo de insights que foram surgindo durante esse tempo, e que culminaram em se juntar em uma obra. Inishgts esses que hora estavam sendo influenciado uma hora por um fator, e hora por outro de outra característica, e que por isso deram forma a diferentes tônicas nas faixas, que em momento algum deixam de ser boas, porém não chegam a encantar.

Joe Goddard Feat. Mara Carlyle – She Burns

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Autor:

Marketeiro, baixista, e sempre ouvindo música. Precisa comer toneladas de arroz com feijão para chegar a ser um Thunderbird (mas faz o que pode).