Resenhas

Kakkmaddafakka- Hest

Vindos de uma terra gélida do norte da Europa, esses meninos da Noruega fazem um som cheio de vida, alegre e dançante. A química dos integrantes gerou uma salada Pop tão grande que fica difícil rotular

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Ano: 2011
Selo: Bubbles
# Faixas: 9
Estilos: Pop, Indie Pop
Duração: 30:05
Nota: 3.5
Produção: Erlend Øye

Em uma verdadeira salada norueguesa, os meninos do Kakkmaddafakka levam o Pop do país a um novo patamar. Com um nome esquisito e muita energia eles são um dos expoentes do Indie Pop da Noruega. A proposta da banda sempre foi trazer ritmos alegres e dançantes, o que está muito mais evidente em Hest, segundo disco da banda.

Formada pelos irmãos Axel e Pal Vindenes e mais alguns amigos da escola, a banda tocaria somente em um show, mas a química e a receptividade do público foi tão grande que continuaram tocando. Um dos destaques do quinteto é que as apresentações ao vivo incorporam mais sete artistas, chegando a até doze pessoas no palco. Ganhando destaque na Europa, a banda se apresentou em grandes festivais europeus e concorreram ao EMA em 2008.

A formação em música clássica de todos os integrantes os ajuda a integrar tantas influências e estilos dentro do som da banda. Passeando do Funk ao Jazz e do Rock ao Pop, a banda tem entre suas maiores influências o ABBA, Happy Mondays, Scooter e R. Kelly. Nesse disco, levam isso mais longe adicionando um ritmo caribenho em Touching e Heidelberg.

Com nove músicas e aproximadamente 30 minutos, o álbum atinge um resultado muito bom, não cansando os ouvintes e atendendo o seu objetivo festeiro. Com temáticas muitas vezes adolescentes, traz problemas e situações desse mundo, abordada de uma maneira inusitada e divertida, conversando muito bem com seu público.

Diferente de Down To Earth, o primeiro álbum, Hest traz uma faceta muito mais pop da banda, fruto da produção de Erlend Øye do Kings of Convenience e The Whitest Boy Alive. Gravado por seu selo Bubbles, ele dá seu toque especial, lapidando a banda e refinando cada vez mais o lado Pop deles.

Permeado por riffs pegajosos e batidas agitadas, Hest tem como tema a vida noturna e os conflitos amorosos de um adolescente. A agitada Restless foi o primeiro single do disco e também sua música de abertura, mostrando logo de cara a nova proposta da banda. Com refrões quase repetidos à exaustão para serem cantados em um grande coro nos shows, Hest traz esse clima festeiro evidenciado em Your Girl e Selfsteem (uma critica bem humorada as garotas que só ligam para a aparência).

Passando por momentos mais calminhos em Is She, pulamos repentinamente para o ápice do disco com Touching que tem uma presença maior do piano e uma levada quase caribenha. Sem em nenhum momento perder o bom humor, conta histórias de uma pista de dança. Outro momento interessante é Heildelberg, somente instrumental, que sintetiza bom o que o disco é, mas dessa vez sem a voz de Vindenes. Gangsta se mostra a música mais diferente de todo o disco, com levadas de Reggae e uma letra absurda, já começa com “My mama always told me: If you’re in trouble, always run” e um refrão que leva bem a sério o estilo gangsta “Ooh, I wanna be a gangsta. Ooh, an original G, so come on/ Please give me your money, or else I shoot you with my gun”. Fechando o álbum na não menos animada Drø Sø, a banda resgata as suas raízes norueguesas cantando o refrão na sua língua natal.

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Autor:

Apaixonado por música e entusiasta no mundo dos podcasts