Resenhas

Kasabian – 48:13

Quinto trabalho da banda inglesa tem bastante pose, mas está aqui só pra te divertir

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Ano: 2014
Selo: Columbia, Sony
# Faixas: 13
Estilos: Indie Rock, Rock Eletrônico, Rock Alternativo
Duração: 48:13
Nota: 3.0
Produção: Sergio Pizzorno

Para seu quinto trabalho, o quarteto britânico Kasabian decidiu fazer um disco “mais direto”, como o Monkeybuzz comentou dia desses. O resultado é um apanhado de faixas que oscilam entre um aspecto levemente etéreo e sombrio, herança das sonoridades frias do Rock e Eletrônica da Inglaterra, e aquelas faixas festeiras que não podem faltar para seu público não se decepcionar (e quem fazia parte desse grupo sem saber também não ter do que reclemar).

Ser mais “direto” não implica tanto em um disco que vem, dá o recado e vai embora – algo que senti, por exemplo, no último trabalho de Parquet Courts. Ele segue um timing legal, com espaço até mesmo pra três pequenas vinhetas (a introdução (Shiva) e dois interlúdios). Quando Bumblebee começa, ela vem com uma energia boa com um pouco daquele ar mais dark que eu falei – algo que quem curte Muse vai aprovar. Esse clima continua na seguinte, Stevie, uma faixa ainda mais grandiosa, mas na mesma urgência (que é o que eu entendo da tal pegada “mais direta” já mencionada).

Doomsday vem pra matar nossa sede de uma farrinha roqueira mais legal – pode esperar ouvir essa nas baladas pelos próximos meses, assim como a anteriormente lançada eez-eh, que aparece só lá pro fim do disco. Elas são as mais pra cima do álbum, porém carregam sem problemas essa responsabilidade, enquanto a apoteótica S.P.S. leva nos ombros o peso de ser a mais calminha aqui, com direito a violões e tudo, dividindo a tarefa em menor escala com a balada Glass lá no meio do repertório.

Cumprindo a tarefa de uma obra completinha, Treat é eletronicamente dançante, com timbres limpos e uma polidez bacana no som. Sobrou falar de Clouds (uma música que passeia por várias dessa ambientações já mencionadas) e Bow (um momento que lembra o que faziam algumas bandas que transitavam entre o alternativão e o popular, como Placebo ou The Smashing Pumpkins nos anos 1990). Ah, tem Explodes também, uma que acaba passando batido mesmo ali no meio, mas não incomoda não.

E é bem isso: Kasabian vai agradar em cheio quem já curtia seu som e terá ainda a chance de trazer novos curiosos pra sua discografia. Não se assuste com a aparência mais sombria de alguns momentos, 48:13 é um disco leve para entreter. E pode ter certeza que essas músicas ficam melhor ao vivo.

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BOM PARA QUEM OUVE: Audac, Muse, The Killers
ARTISTA: Kasabian

Autor:

Comunicador, arteiro, crítico e cafeínado.