Resenhas

La Dispute – The Rooms of the House

Banda usa Emo e Post-Hardcore para dar vazão às suas histórias emocionantes

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Ano: 2014
Selo: Better Living/Workhorse Music/Staple Records
# Faixas: 11
Estilos: Post-Hardcore, Emo
Duração: 41:49
Nota: 3.5
Itunes: http://clk.tradedoubler.com/click?p=214843&a=2184158&url=https%3A%2F%2Fitunes.apple.com%2Fbr%2Falbum%2Frooms-of-the-house%2Fid794675052%3Fuo%3D4%26partnerId%3D2003

“There is history in the rooms of the house”. Esse é um dos primeiros versos que se ouve em Rooms Of The House, terceiro disco do quinteto norte-americano La Dispute, verso que denuncia o teor temático da obra, que discorre em suas onze faixas a relação de um casal e sua casa. Lembranças do dia-a-dia, das brigas, vivências e experiências que não necessariamente ocorreram entre àquelas paredes, mas que de uma forma ou outra estão relacionadas ao lugar.

Não à toa, muitas das faixas referenciam a vida normal de uma pessoa e coisas comuns como lavar louça, fazer café, ver TV ou jantares em família. Porém todos esses atos cotidianos são usados parar detalhar um relacionamento que se esfacela com o tempo e, em certo ponto do álbum, o interlocutor admite: “I promised we’d rearrange things to fix the mess I’d made here, But I guess in the end we just moved furniture around”. O fim chega e muitas vezes quem nos conta a história fala do passado ou de como foi lidar com o fim – como a bela Objects In Space mostra.

A forma vívida com que Jordan Dreyer canta suas histórias sempre foi o maior destaque da banda e aqui não é diferente. Suas narrativas são detalhadas e cheias de pequenas particularidades, que até mesmo rendeu um pequeno livro (Yesterday’s Home, que acompanha a versão física do álbum). Aqui, há muito sobre esse relacionamento e lembranças dele, de como em alguns momentos ele parece ter sido um tempo gasto em vão (Stay Happy There), de como o casal parece estar preso nele (First Reactions After Falling Through the Ice), de como tudo está ruindo (35) e da dor causada ao tentar superar o fim (Objects In Space).

Sonoramente, o disco percorre os mesmos caminhos Post-hardcore e Emo que a banda sempre estive, porém o direcionando para lugares pouco mais acessíveis e até mesmo um pouco experimentais (para a banda), caso de Woman (In Mirror) e seu quê pré-Post-Rock à la Slint, o Indie Rock com um quê de Dinasour Jr. de Extraordinary Dinner Party ou mesmo o Soft Rock/Post-Rock de Objects In Space. O foco é a narrativa, mas a banda não esquece em momento algum de criar um ambiente emocionalmente coerente para dar vazão a sua lírica.

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BOM PARA QUEM OUVE: Defeater, You Blew It!, Touché Amore
ARTISTA: La Dispute
MARCADORES: Emo, Ouça, Post-Hardcore

Autor:

Apaixonado por música e entusiasta no mundo dos podcasts