Resenhas

Little Daylight – Hello Memory

Trio Pop estreia em longa duração entregando o que promete: músicas inofensivas, mas que cativam os fãs do estilo

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Ano: 2014
Selo: Capitol Records
# Faixas: 10
Estilos: Indie Pop, Synthpop
Duração: 38:31
Nota: 2.5
Produção: Nikki Taylor, Matt Lewkowicz, Eric Zeiler

Se o intuito é fazer o ouvinte dançar no lugar, tranquilo e com um pouco de açúcar nos ouvidos, Nikki, Matt e Eric conseguem fazer bem o papel. Estreando agora com Hello Memory, o trio do – cada vez mais berço de novas bandas alternativas – Brooklyn, [Little Daylight(http://wordpress-214585-650819.cloudwaysapps.com//artistas/1628/little-daylight/)] não traz algo inovador, mas apresenta um Indie Pop justo e na medida para os ouvidos que procuram melodias mais inocentes e animadas.

Após o EP de 2013, ano em que o trio se apresentou no festival SXSW, fez turnê com Charlie XCX e Bastille, outros artistas do ramo Pop que ajudaram a impulsionar o trio para o mercado e para as listas de destaque para os veículos críticos e, é claro, para os iPods e derivados de um público principalmente mais jovem. Apostando firmemente em batidas de bateria eletrônica, sintetizadores e o vocal de Nikki, que mistura um ar doce com uma leve sensualidade, mas com inocência – por mais paradoxal que possa parecer.

O single Overdose retorna para a lista de faixas e ganha reforço com outras canções como Mona Lisa, My Life e, talvez a melhor do álbum, No One Else But You, uma das mais fofas e que conta com a participação dos australianos da banda Atlas Genius. No geral, todas as faixas mantém a mesma proposta de um Synthpop mais delicado, mas vez ou outra nos surpreende com batida digna de algo que nos remete à House dos anos 90, o que traz um toque interessante para algumas faixas que poderiam cair num looping de mesmos modelos do Indie Pop.

Ao final, o balanço que fica é de uma banda que mesmo entrando em um estilo majoritariamente saturado em estruturas e modelos, – como é o Indie Pop o qual tem poucos destaques que assim se fazem por conseguirem se destacar em pequenos detalhes que sejam – consegue passar melodias agradáveis, com uma dose de açúcar na medida limite do não “enjoável” e boa para o paladar de um público que esteja afim de um novo nome para buscar ritmos para dançar e cantar. E é puro e simplesmente isso que podemos esperar e é isso que eles prometem e é isso que eles justamente entregam.

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BOM PARA QUEM OUVE: Bastille, Charli XCX, Ellie Goulding
MARCADORES: Indie Pop, Synthpop

Autor:

Marketeiro, baixista, e sempre ouvindo música. Precisa comer toneladas de arroz com feijão para chegar a ser um Thunderbird (mas faz o que pode).