Resenhas

Lucy Dacus – No Burden

Estreia discreta de compositora revela uma promessa do Indie Folk

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Ano: 2016
Selo: Egghunt
# Faixas: 9
Estilos: Indie Folk, Indie Rock
Duração: 35
Nota: 3.5
Produção: Lucy Dacus, Jacob Blizard, Collin Pastore

A personalidade da artista norte-americana Lucy Dacus é desvelada aos poucos em seu álbum de estreia intitulado No Burden. Se, logo de cara, o trabalho parece nublado no cenário Indie, perdido em meio a inúmeros exemplos de compositores que cantam o cotidiano com ironia, humor displicente e sensibilidade aflorada, gradativamente, Dacus impõe-se como uma Singer Songwriter com uma individualidade excepcional.

O título de sua faixa de abertura, I Don’t Wanna Be Funny Anymore, pode nos remeter imediatamente aos trejeitos da australiana Courtney Barnett, seja na configuração da banda, com as guitarras em evidência, seja no seu modo de narrar a vida. Outras compositoras da linhagem Indie pós-The Breeders poderiam ser citadas, por semelhança, como Waxahatchee, Pale Hound e Sleater Kinney.

No entanto, conforme No Burden evolui, outras facetas da jovem compositora se tornam mais evidentes. Dacus também aposta, com sucesso, em suas habilidades Folk para cantar, com melancolia, os dramas de uma vida de jovem adulto, com uma integridade em sua voz que pode nos remeter, por vezes, à Josephine Foster.

No Burden é uma estreia discreta, contudo extremamente relevante e muito interessante de ouvir. É um experiência breve, mesmo com sua faixa Map On a Wall que ultrapassa os sete minutos de duração, mas, mesmo assim, configura um marco entre as promessas do Indie para se estar de olho.

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Autor:

é músico e escreve sobre arte