Resenhas

Luke Sital-Singh – Tornados EP

Hype em sua terra-natal, o músico inglês chega em seu novo EP provando sua real qualidade, agora sob a benção da icônica gravadora Parlophone

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Ano: 2013
Selo: Parlophone
# Faixas: 4
Estilos: Folk, Indie Folk
Duração: 16:46
Nota: 3.5
Produção: Iain Archer
SoundCloud: /tracks/110029108
Itunes: http://clk.tradedoubler.com/click?p=214843&a=2184158&url=https%3A%2F%2Fitunes.apple.com%2Fbr%2Falbum%2Ftornados-ep%2Fid6999

Apesar da hype de Luke Sital-Singh mal ter chegado às terras brasileiras, no Reino Unido o cantor se tornou motivo de muitos olhares surpresos (e talvez alguns comentários superlativos demais), tamanha a qualidade de seus primeiros dois EPs produzidos de forma totalmente independente. Não à toa, o músico foi contratado pela Parlophone, que você deve conhecer como a gravadora que lançou os discos de The Beatles. Nada mal para um novato, não é?

Além de chamar a atenção de muita gente grande na Terra da Rainha, a música de Luke também ganha comparações com nomes grandes do Folk atual, entre eles, gente como Josh Ritter, Ben Howard e até mesmo Bon Iver – artistas que tem grande força e expressividade na atual cena e que tem como característica comum habitar o limiar entre o Folk e Pop. Seu novo EP, Tornados, não é diferente e suas quatro faixas transitam nesse confortável ambiente já explorado anteriormente pelo próprio músico e pelos artistas com quem é comparado.

Trazendo um Folk acústico altamente palatável, Sital-Singh se mostra bem expansivo e cheio de cartas na manga. Nothing Stays The Same, faixa de abertura, diz um pouco disso e mostra sua faceta “Folk para grandes festivais”. Sua música é empolgante, tem uma percussão marcante, uma melodia simples e muitos “ooohs”, elementos que facilitam a cantoria do público em grandes arenas – algo que pode lembrar bastante Mumford and Sons.

Como se Bon Iver se encontrasse com o Snow Patrol, Nearly Monrning apresenta uma versão apaixonante do músico. Guiada pelo leve dedilhar de um violão em uma melodia cíclica, por notas esparsas do piano, pela bela voz de Luke e por um coral, essa é uma das mais belas e dolorosas músicas já escritas pelo cantor. Versos como “No one understands you’re on your own/ You’re not the only one who seems alone” e “When no one understand you’re breaking ground/ You’re not the only one who can’t be found” mostram bem isso.

No mesmo caminho da primeira faixa, How To Lose Your Life cria o mesmo sentimento “épico” e dramático. Música também perfeita para ser cantada em coro por grandes plateias. Tornado Town fecha o EP com um clima mais intimista em uma bela canção guiada por um violão arpejado e singelas notas ao piano.

Melódico, dinâmico e sobretudo emocionante, esse trabalho ganha bons adjetivos e, talvez, o pior que pode ganhar é ser demasiadamente “fugaz”. Ser curto demais e deixar o ouvinte esperando por mais faixas acaba por se tornar um “defeito”. No entanto, essas quatro canções do músico conseguem alimentar ainda mais sua hype e talvez, deixá-lo em evidencia fora de sua terra natal. Pessoalmente, acredito que em pouco tempo ouviremos falar bastante deste inglês.

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BOM PARA QUEM OUVE: Ben Howard, Mumford & Sons, Bon Iver
MARCADORES: Folk, Indie Folk

Autor:

Apaixonado por música e entusiasta no mundo dos podcasts