Resenhas

Maps & Atlases – Beware and Be Grateful

Depois de um belo disco de estreia, é hora da banda se reafirmar com o temido segundo álbum, no qual eles conseguem trazer em uma roupagem ainda mais pop um estilo que não é tão acessível para o grande público

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Ano: 2012
Selo: Barsuk Records
# Faixas: 10
Estilos: Math Rock, Math Pop,
Duração: 42:45
Nota: 3.0

Tem quem chame o som do Maps & Atlases de Math Rock, alguns de Math Pop (o que faz muito mais sentido), mas desde o início eles não seguem à risca esse modelo aritmético em sua música. Desde os primeiros EPs, já se notava uma queda para um som mais Pop, com arranjos menos amarrados às fórmulas do Math Rock e com vocais mais harmônicos que os de costume no estilo, mas mesmo assim mantendo a complexidade musical.

Beware and Be Grateful tenta descomplicar um estilo que não é tão acessível. Em Perch Patchwork (seu disco de estreia), eles já apontavam para essa direção, trazendo uma pluralidade de ritmos e simplificando a fórmula matemática. Nesse novo álbum, a banda consegue dar um passo adiante e nos dar a impressão que a simplifica ainda mais, deixando quase todas as músicas com um cara bem Pop.

Parecendo um encontro entre TV on the Radio e John Mayer (em suas músicas elétricas), Old & Gray abre o disco mostrando um lado mais simples e ameno nas letras e arranjos. A música conta com guitarras e batidas serenas e com o vocal de Dave Davison se mostrando mais uma vez o carro chefe da banda. Lembrando o estilo do primeiro disco, entre a primeira e segunda faixa, Fever, parece haver uma conexão gerada pela continuidade da guitarra das duas músicas.

Mas nem tudo vai tão bem no disco. Remote and Dark Years tem aquele ar de Peter Gabriel impregnado na faixa – é uma ótima referência, mas a banda não consegue fazer isso com a profundidade que merecia. Na dobradinha Be Three Years Old e Bugs, Dave acaba exagerando no Pop, com um vocal que foge um pouco do que é apresentado no restante do disco.

O álbum consegue ser simples mesmo não sendo, essa falsa sensação de simplicidade gera essa sonoridade mais próxima do Pop. Beware and Be Grateful contem ótimos momentos e revela um lado mais orgânico da banda, porém o disco cai em alguns exageros desnecessários, mas, ainda assim, é um bom segundo álbum.

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BOM PARA QUEM OUVE: Tubelord, Dutch Uncles, Battles
MARCADORES: Math Pop, Math Rock

Autor:

Apaixonado por música e entusiasta no mundo dos podcasts