Resenhas

Marika Hackman – Sugar Blind EP

Segunda obra da cantora em 2013 se mostra mais acessível ao público, ainda que mantenha seus traços experimentais

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Ano: 2013
Selo: Dirty Hit
# Faixas: 4
Estilos: Folk, Folk Experimental, Freak Folk
Duração: 12:25
Nota: 4.0
Produção: Charlie Andrew
SoundCloud: /tracks/121054524
Itunes: http://clk.tradedoubler.com/click?p=214843&a=2184158&url=https%3A%2F%2Fitunes.apple.com%2Fbr%2Falbum%2Fsugar-blind-ep%2Fid7

Certamente, 2013 foi um bom ano para Marika Hackman. Ao mesmo tempo em que lançou o ótimo That Iron Taste, uma obra que trazia grande experimentalismo sonoro e estilístico tendo como base o Folk, a jovem inglesa se reinventa em um EP que mostra seu lado mais sutil, menos ousado e mais Pop. É assim que se apresenta Sugar Blind EP. Uma prova de que a moça pode também se adequar aos padrões vigentes e ainda assim se manter em um caminho válido e interessante.

Em suas quatro faixas, Marika molda seu antigo experimentalismo em faixas mais simples, no que poderia ser considerado uma versão folkatronica de Daughter. Ainda assim, fica bem evidente a dualidade entre a doce voz da moça e seu ímpeto de experimentar com novas sonoridades, nunca deixando de lado o Folk. Repletas de sintetizadores, samples, texturas e pequenos barulhinhos, estas canções mostram o poder de uma boa produção, feita por Charlie Andrew, o mesmo de An Awesome Wave (2012) do Alt-J – e Cinnamon, que mostra bastante desta proximidade com o som do quarteto inglês.

Incoerente e bagunçada, esta canção de abertura cresce a partir de diversas sessões rítmicas, alguns timbres acústicos e muitos outros eletrônicos (como os sintetizadores e alguns pequenos ruídos), porém gerando uma das faixas mais sonhadoras da cantora. Itchy Teeth se mostra mais reservada e bucólica, trabalhando com timbres acústicos e apostando no que já deu certo em If You Leave, mais recente trabalho de Elena Tonra e seus companheiros, caminho este também escolhido para a ótima Wolf, porém trazendo mais experimentalismos com camadas de vozes e brincando com uma percussão mais marcante.

81, um cover de Joanna Newson, fecha muito bem o pequeno EP com uma homenagem à cantora norte-americana que tem como principal guia o Folk (e cria uma bela mistura entre a vertente “freak” e a parte erudita do gênero). Apesar de descaracterizar a original, toda trabalhada a partir da harpa, esta se aproxima dos timbres da Folkatronica (se apropriando muito bem da dualidade entre o orgânico e o eletrônico) usados em toda a obra.

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BOM PARA QUEM OUVE: Rosie Mankato, Daughter, Alt-J

Autor:

Apaixonado por música e entusiasta no mundo dos podcasts