Resenhas

METZ – METZ

Os 30 minutos que formam esse disco são resultado de uma incontrolável vontade de tocar o mais alto e rápido possível

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Ano: 2012
Selo: Sub Pop
# Faixas: 11
Estilos: Noise Rock, Hardcore, Noise Punk
Duração: 29:45
Nota: 3.5

Em seu disco de estreia, o trio canadense METZ cria uma ambientação errática, pungente, suja e, sobretudo, barulhenta para exorcizar seus demônios interiores sob um plano de fundo caótico e visceral.

Em quase 30 minutos, a banda usa uma quantidade enorme de distorção e efeitos em seus instrumentos, todos com o intuito de amplificar o volume deles e conseguir o resultado mais brutal possível. Em suas 11 faixas, o disco passeia por uma série de sonoridades pré-Grunge, revisitando os becos mais escuros da música alternativa dos anos 80 e 90 e tirando de lá inspirações para sua obra.

O trio sabe criar arranjos simples e potentes, feitos à base de riffs poderosos, uma bateria extremamente alta e frenética, e um vocal rasgado e muitas vezes gritado de Alex Edkins. Faixas como Headache e Get Off, a sequência que abre o disco, podem ser meio assustadoras, principalmente se esse for seu primeiro contato com a banda ou se não está acostumado com os gêneros que a banda utiliza, mas, após esse primeiro choque, poderá ver que em meio a instabilidade há uma obra sólida.

O clima caótico permeia todo METZ, que apresenta diversas variações, como tendências do Noise (Rats), Shoegaze (Knife In The Water), experimentalistas (Nausea e –))–) e do Hardcore (The Mule), tudo isso sem perder a energia e a característica visceral da obra.

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BOM PARA QUEM OUVE: Ty Segall, Japandroids, Cloud Nothings
ARTISTA: METZ

Autor:

Apaixonado por música e entusiasta no mundo dos podcasts