Mombojó – Alexandre

Parcerias e novos toques instrumentais incrementam novo disco do grupo sem perder sua identidade

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Ano: 2014
Selo: Slap
# Faixas: 11
Estilos: Experimental, Post-Manguebeat
Duração: 39:13
Nota: 3.0
Produção: Rodrigo Sanches/Homero Basílio

Em 2004, Mombojó estreava com Nadadenovo. O disco tinha na verdade totalmente o oposto de seu título, trazendo um “Pós- Manguebeat” – por assim dizer – o que se fazia uma imaensa novidade e um agregado de informações inéditas para nossos ouvidos. Agora, após dez anos de sua estreia, os rapazes pernambucanos vem com Alexandre e mais uma vez trazem “algodenovo”.

Bateriais eletrônicas, camadas de sintetizadores com uma certa cara futurista, vocais em inglês, participações e experimentações. Ou seja, algumas novidades para os fãs, mas ainda mantendo a cara aventureira (no bom sentido) e inquietante do grupo.

Trazendo batidas à la Raidiohead em Hello em sua instrumentalização inicial e samples vocais, vocais em inglês com um ritmo mais Pop por conta de Laetita Sadier do grupo Stereolab, a banda ainda traz – é claro – o rtimo brasileiro, como nas percussões verde e amarelas de da introdução de Rebuliço – e a divertida experimentação em Ping Pong Beat, com barulhos de bolinhas de pingue pong ao fundo e melodia amistosa, que já serve até de link para o suíngue Dance da faixa subsequente – Diz o Leão – que conta com a perticipação da cantora Céu. Adiante, a voz e violão “bossada” de Hortelã vem como mais uma boa surpresa para o novo trabalho do quarteto.

Dinâmico, as onze faixas correm livres e sem soarem pedantes, muito pelas duas de curta duração, de 1 minuto cada, quanto pela boa construção, que não faz o ouvinte enjoar durante a execução mesmo quando se utiliza de camadas ou experimentalizações. Experimentalizações essas mais amenas que nos trabalhos anteriores do grupo, que agora soa um pouco mais Pop e arredondado, mas ainda com aquele tempero da safra após Manguebeat que o pernambucanos tão bem sabem preparar.

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Autor:

Marketeiro, baixista, e sempre ouvindo música. Precisa comer toneladas de arroz com feijão para chegar a ser um Thunderbird (mas faz o que pode).