Resenhas

Mono – Rays Of Darkness

Grupo se afasta de seus melhores momentos e apresenta EP genérico

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Ano: 2014
Selo: DooLoad.de, Temporary Residence
# Faixas: 4
Estilos: Post-Rock, Instrumental, Shoegaze
Duração: 35:20
Nota: 2.0
Produção: Mono, Fred Weaver

Se o grupo japonês de Post-Rock Mono parecia um tanto perdido em seus propósitos com The Last Dawn – a primeira amostra de um álbum dividido em duas partes -, agora, com o lançamento de Rays Of Darkness – de apenas quatro faixas, mas que soma mais de meia hora de duração -, parece se afastar ainda mais de seu rumo.

“Rumo” se considerarmos a trajetória do quarteto dentro do ápice de sua carreira, como na performance dentro de Hymn To The Immortal Wind, de 2009, um dos exemplares mais coesos e interessantes dentro de sua discografia. Comparado a este, o duo de lançamentos correlatos The Last Dawn e Rays Of Darkness soam um tanto inexpressivos, sem vitalidade. Isto por se tratar de um grupo de Rock instrumental, estilo no qual fatores como melodia, ritmo, build up, ou outros mais abstratos, como envolvimento emocional, são essenciais para o desenvolvimento de suas músicas. Rays Of Darkness não parece se preocupar muito com isso.

O que seu irmão mais velho, resenhado aqui, tem de plácido, este carrega de agressivo. Todavia, faixas como Surrender soam truncadas e despropositadamente repetitivas. The Hand That Holds The Truth, por sua vez, explode numa faceta gritada que parece fora de seu lugar. The Last Rays, a última do álbum, ostenta mais de seis minutos de ruído saturado, que, dada sua homogeinidade, se afasta de qualquer “experimentalismo interessante.

Infelizmente, Rays Of Darkness parece um pouco aquém dos clichês que vimos em The Last Dawn, se apresentando como um trabalho bastante genérico. Vale experimentar como um dos “lados-B” do grupo.

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BOM PARA QUEM OUVE: Ovum, Eluvium, Explosions in the Sky
ARTISTA: Mono

Autor:

é músico e escreve sobre arte