Resenhas

Mr. Oizo – The Church

Produtor mostra talento para a criação de diferentes dimensões através da música Experimental

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Ano: 2014
Selo: Brainfeeder
# Faixas: 10
Estilos: French Electro, Freak Electro, Glitch Music
Duração: 28:56
Nota: 3.5
Produção: Mr. Oizo
Itunes: https://itunes.apple.com/us/album/the-church/id923546565?uo=4

Uma igreja é um lugar de celebração. Seja a vida, a morte ou a união, esta construção procura mostrar abrigar uma reunião de coisas positivas, seja qual for sua religião. Além disto, ela está presente em diversos momentos de nossas vidas, demonstrando assim não só uma beleza como uma importância. Não poderia haver título mais aproriado para o novo trabalho de Mr. Oizo, pois o disco nos traz em sua essência uma celebração da cena francesa que se encontra cada vez mais diversificada e plena, ao contrário do que muitos possam dizer.

The Church mostra ao público o experimentalismo conhecido do produtor da melhor forma possível, sendo muito parecido com a forma de apresentação do novo disco de Flying Lotus: uma maioria de músicas curtas fazendo com que o produtor mostre várias parcelas de diferentes mundos. “Mundo” talvez seja uma palavra pequena comparada à real dimensão do que estas pequenas composições nos trazem. Estamos lidando com vários micro-cosmos dentro da mente criativa e caótica de Mr. Oizo. Mesmo que as faixas sigam um mesmo padrão de criação, cada uma traz uma distinta e única sensação.

Usando uma série de recursos de edição e mixagem, Mr. Oizo utitliza samples e recortes de criações próprias músicas com o intuito de nunca deixar o ouvinte completamente relaxado e sempre despertar uma certa tensão. Mass Doom exemplifica isto muito bem, à medida que começa com uma ambientação parecida com uma festa e, logo em seguida dá tons de uma alucinação psicodélica e lisérgica. É impressionante ver como Mr. Oizo faz isto de forma harmônica sem causar um estranhamento maior do que o devido. Uma espécie de arquitetura da destruição.

Mr. Oizo não poupa esofrços para nos desorientar. É um disco que mostra que a cena francesa vai muito além dos comportados Daft Punk, Justice ou Air. O experimentalismo também tem espaço aqui, revelando ser um campo com muitas possibilidades a serem produzidas. O produtor mostra um trabalho coeso e extremamente bem produzido.

Um disco para celebrar a loucura e o delírio, mesmo que para isso você deixe um pouco de sua sanidade para trás.

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Autor:

Designer frustrado, julgador de capas de discos e odiador daqueles que põem o feijão antes do arroz.