Resenhas

NYPC – NYPC

New Young Pony Club abrevia seu nome e apresenta uma sonoridade mais introspectiva e com linhas mais sintetizadas do que observadas em seus trabalhos anteriores

 1,374 total views

Ano: 2013
Selo: The Numbers
# Faixas: 10
Duração: 45:28
Nota: 3.0
Itunes: http://clk.tradedoubler.com/click?p=214843&a=2184158&url=https%3A%2F%2Fitunes.apple.com%2Fbr%2Falbum%2Fnypc%2Fid689338987%3

Eis que os ingleses do New Young Pony Club estão de volta, só que agora sob o nome abreviado de NYPC. É assim que também nomeiam seu mais novo álbum, o terceiro da carreira.

Não tão amplamente conhecido, o grupo tem uma boa base de fãs, devido ao interessante som que produz misturando Pop, Synthpop, New Wave e alguns toques espalhados por suas composições, como algo de Dub – como podemos ouvir em Sure As the Sun, segunda faixa de NYPC.

Os vocais de Tahita Bulmer, mais uma vez, são um destaque à parte. A moça consegue interpretar as músicas em diferentes levadas necessárias de composição para composição. Mesmo sempre dentro da proposta de um Pop mais sóbrio, Bulmer se apresenta tanto com um toque blasé, como em You Used To Be A Man e Play Hard, ou em um New Wave envolvente de Now I’m Your Gun ou em Overtime – uma das melhores do disco.

Para os fãs dos primeiros discos, a experiência de ouvir NYPC será um pouco mais diferente, visto que as faixas apresentadas em discos anteriores, como The Optimist, com maior uso de linhas de guitarra e baixo, tinham uma cara mais explosiva, mesmo que mantendo o clima levemente obscuro. Entretanto, ao dar essa, mesmo que leve, repaginada em seu som, não resultou em algo aparentemente natural e confortável quanto se ouvia nos discos passados. A essência até que se manteve, mas a naturalidade do passado parece ter sido ofuscada por essa mudança de som. Entretanto, não será nenhuma barreira para que seus antigos ouvintes deem play no novo álbum, e muito menos para os que estão conhecendo o disco dos londrinos.

 1,375 total views

Autor:

Marketeiro, baixista, e sempre ouvindo música. Precisa comer toneladas de arroz com feijão para chegar a ser um Thunderbird (mas faz o que pode).