Resenhas

Parakeet – Pink Noise

Mariko Doi (Yuck) e James Llewellyn Thomas (The History Of Apple Pie) estão de volta com novo EP

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Ano: 2014
Selo: Marshall Teller Records
# Faixas: 4
Estilos: Noise Pop, Nu-Gaze
Duração: 13:57
Nota: 2.5
SoundCloud: /tracks/141201314

Se você não conhece a banda, deve ao menos conhecer seus integrantes. Parakeet é formada por Mariko Doi, baixista de Yuck, e James Llewellyn Thomas, baterista de The History Of Apple Pie, e só com essa informação já dava para predizer a sonoridade da banda, não é? E ao ouvir seu mais novo EP, Pink Noise, é bem essa mesma a impressão que temos, de que já sabemos um pouco do que está por vir em suas quatro faixas.

Mariko e James trazem um pouco dos elementos de suas bandas para cá, importando a recém-adquirida “limpeza sonora” do grupo dela e a energia Pop da banda dele. A mistura destas duas facetas gera algo que deve agradar mais os fãs do grupo do baterista, principalmente pela semelhança desse som mais pegajoso e açucarado criado nesses pouco mais de dez minutos de obra. Algo que se torna bem diferente do tom Lo-Fi e despretensioso de Shonen Hearts EP, EP lançado pelo grupo em 2012.

Esse modelo mais asséptico e Pop de fazer música pode ser visto desde faixa de abertura, Papertown. Ela brinca com o encontro entre guitarra e baixo, gerando uma melodia fácil e que gruda na cabeça – algo que poderia agradar fãs de bandas como Dum Dum Girls. A voz de Mariko, agora sem tanto reverb, fica mais clara e inteligivel, deixando o resultado mais limpo e direto. Uma mudança que tira um pouco daquele teor Shoegaze/Dream Pop e deixa o Noise Pop ainda mais em evidencia.

O restante do EP segue neste mesmo clima, mostrando que a banda aparou algumas arestas e focou no teor Pop de seu som. Running and Running traz uma bela e agitada baladinha ao som dos violões; a faixa-título até tenta trazer um pouco daquele reverb de volta, mas no fim é a melodia e a voz doce de Mariko de conquistam o ouvinte, e não a estética em si. Magic Queen encerra o álbum com um pouco mais de peso, mas ainda com foco nas melodias açucaradas.

Sem grandes surpesas, o EP deve agradar os fãs das bandas de seus membros, angariar mais alguns por si só, mas dificilmente chamará a atenção de muita gente fora do nicho em que se estabelece. O ponto mais importante desse álbum é ele se distanciar daquele som tipicamente feito por estérticas pré-concebidas, fazendo com que a banda possa sair totalmente dessa “prisão” em algum momento da carreira.

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Autor:

Apaixonado por música e entusiasta no mundo dos podcasts