Resenhas

Pom Poko – Cheater

Segundo álbum de banda norueguesa brinca com diferentes possibilidades do Rock em repertório imprevisível e divertido

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Ano: 2021
Selo: Bella Union
# Faixas: 13
Estilos: Alternativo, Indie
Duração: 33'
Produção: Marcus Forsgren

O que esperar de uma banda norueguesa que tem como inspiração para seu nome o mascote (um guaxinim gigante) de um filme do Studio Ghibli, aliada a uma sonoridade que bebe de fontes como Punk, Art Rock e Rock Progressivo? Essa esquisita equação improvável soa exatamente assim: diversa e, de certa forma, esquisita.

Em seu segundo álbum, Cheater, o quarteto Pom Poko cria um Rock torto que brinca com guitarras angulares, uma variedade de timbres brilhantes e harmonias coloridas. Ouvir esta obra é uma experiência sinestésica. Há momentos bastante frenéticos com guitarras destacadas e baterias em tempos não convencionais, como na canção de abertura, a faixa-título. Mas há também momentos mais calmos, como em “Danger Baby”, em que a banda desacelera o ritmo e brinca com a elasticidade vocal de Ragnhild Fangel.

Apesar desses elementos “estranhos”, o som segue uma estrutura convencional do Pop, trazendo uma sensação de familiar ao idiossincrático som desse grupo, o que pode ser visto no single “Like A Lady”, que se aproxima do Pop Punk dos anos 1990, mas com um toque pirotécnico. O registro segue essa “estrutura” de aliar o estranho ao conhecido ao longo de suas 10 canções, ora se aproximando do Math Rock de Marnie Stern (principalmente em discos como The Chronicles of Marnia, de 2013), ora do Indie Rock noventista de The Breeders.

Caótico, frenético, esquisito. Chame como quiser, mas o resultado alcançado em Cheater é o de um disco extremamente divertido e imprevisível, que brinca com as possibilidades do Rock sem pensar em encaixá-lo nesse ou naquele gênero específico.

(Cheater em uma faixa: “Like a Lady”)

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ARTISTA: Pom Poko

Autor:

Apaixonado por música e entusiasta no mundo dos podcasts