Pública – Despedida

Grupo gaúcho investe em sonoridades nostálgicas para seu novo álbum

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Ano: 2018
Selo: Loop Discos
# Faixas: 8
Estilos: Indie Rock, Rock Alternativo
Duração: 29 min
Nota: 3.0
Produção: Pedro Metz e Guilherme Almeida

Apesar de um título que sugere alguma disrupção, Despedida pode ser o álbum mais “Pública” já lançado pelo grupo gaúcho até então. Os sete anos que separam este de Canções de Guerra (2011), parecem servir para o quarteto refinar seus aspectos mais reconhecíveis, seja o Rock nostálgico, as letras bastante pessoais ou os arranjos bem trabalhados, que mais reforçam sua identidade do que se apresenta como algo novo.

Se por um lado não há novidades para os antigos fãs do grupo, há para os que estão conhecendo agora uma espécie de resumo do que a banda tem a oferecer – com seu Rock sensível de letras que esbarram em conflitos cotidianos e desilusões amorosas. Encapsule isso com tendências de nomes The Beatles e Oasis, entre outros representantes bretões do estilo, e está completa a mistura que forma Pública.

Para os velhos fãs fica também aquela sensação de certa familiaridade nostálgica, mais do que uma sensação de repetição. O grupo consegue fazer nesta obra algo que soa fresco ao mesmo tempo que trabalha em sua zona de conforto – quase como o que Interpol faz constantemente em seus discos, sem a necessidade de reinventar a roda a cada lançamento.

São oito canções, que somam pouco mais de 29 minutos, embalando o ouvinte num Rock melancólico, que bebe de boas fontes e aponta para uma sonoridade ambiciosa, ainda que me pareçam um tanto anacrônicas para 2018. Despedida, por fim das contas, não é “adeus”, mas um “até logo” para os velhos fãs ou um simpático “oi” para quem está tendo contado com os gaúchos só agora.

(Despedida em uma faixa: Por Que É Tão Difícil Esquecer?)

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ARTISTA: Pública

Autor:

Desde criançaa apaixonado por música, consumidor compulsivo de hamburguer e chato