Resenhas

Rusko e Cypress Hill – Cypress X Rusko

EP reúne o famoso produtor de Dubstep com lendário grupo de Hip Hop dos anos 90 em um lançamento que

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Ano: 2012
Selo: V2/Cooperative Music
# Faixas: 5
Estilos: Dubstep, Hip Hop, Reggae
Duração: 15'
Nota: 3.5
Produção: Rusko

Depois de um ano de espera, o aguardado Cypress x Rusko foi lançado. Estamos falando do EP entre o famoso produtor de dubstep Christopher Mercer (mais conhecido como, Rusko) e o grupo histórico de Hip Hop latino dos anos 90 Cypress Hill, de Los Angeles. O anúncio, feito em 2011, anunciava a fusão até então inusitada dos dois gêneros.

O produtor inglês é figura conhecida do gênero, desde seu debut em 2006, e teve suas faixas incluídas em sets de nomes renomados como Switch (Major Lazer), M.I.A. e Santigold. Seus vários singles já tiveram remixes aos montes por aí (Buraka Som Sistema, Drop the Lime, Scratch Perverts e por aí vai). Cypress, para quem não sabe, foi o primeiro grupo do gênero a ganhar disco de platina, vendendo mais de 18 milhões de cópias no mundo todo. Sen Dog, do grupo californiano, disse à Rolling Stone que acha o Dubstep a progressão natural do Hip Hop, principalmente a forma que Rusko produz. MC B-Real, já conhecido por sempre pedir aos seus fãs por sugestões de tracks para seus live mixes, entrou em contato com Electros com hard bass e Dubstep há cerca de um ano. Sua aprovação fez o cara se aproximar de Rusko e germinar o que agora podemos ouvir.

O EP conta com cinco faixas, sendo que Roll it, Light it e Lez Go já haviam sido divulgadas em fevereiro e maio, respectivamente, ambas as faixas com vídeo para ilustrar a colaboração. Essa última, inclusive, tem Travis Barker, do Blink 182, colaborando na mixagem da faixa. As duas músicas viajam nos sintetizadores e ganharam remixes para a disputa do Electric Sound Stage, a maior estação digital de música eletrônica do mundo. Can’t Keep Me Down tem a participação de Damian Marley, que leva uma batida de reggae sobre os heavy bass de Rusko e Shots Go Off tem uma pegada bem Hadouken! como em Rebirth e Mic Check.

O mais interessante é que Rusko, depois de muito tempo, se afastou do lado sombrio do Dubstep para agregar um som mais comercial em suas produções do quarto álbum de sua carreira. Fez e caiu bem: Dubstep + Reggae + Hip Hop + Rock, tudo junto e bem misturado. Da mesma forma, o Cypress Hill quis destoar do seu repertório. O que em 2004, em To Death Do Us Part, era basicamente suportado em Reggae e em 2010 com guitarras em uma base clean com Rise Up, em 2012 os latinos resolveram dar uma guinada ambiciosa e arriscada em seu gênero. E acertaram. Talvez o que frustre um pouco são as letras, quase que constantes, do Cypress Hill. Desde “a época de ouro”, o grupo bate na mesma tecla de cunho político mergulhado em apologias à maconha. Nada que não tenhamos imaginado ou ouvido (e nos cansado) antes. Talvez a constante mudança de gêneros do grupo não seja vista como uma vantagem ou evolução musical. A instabilidade do grupo bate em cima da carência do experimental, e isso pode ser o principal argumento da crítica.

Roll It Light It

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BOM PARA QUEM OUVE: Skrillex, SBTRKT, s / s / s
MARCADORES: EP

Autor:

Publicitário que não sabe o que consome mais: música, jornalismo ou Burger King