Resenhas

Saturday Looks Good to Me – One Kiss Ends It All

Oitavo disco da banda norte-americana fica marcado por baladas agradáveis e ensolaradas em um delicioso “Twee Psicodélico”

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Ano: 2013
Selo: Polyvynil Records
# Faixas: 12
Estilos: Indie Pop, Twee, Pop Psicodélico
Duração: 39:12
Nota: 4.0
Itunes: http://clk.tradedoubler.com/click?p=214843&a=2184158&url=https%3A%2F%2Fitunes.apple.com%2Fbr%2Falbum%2Fone-kiss-ends-it-all

Já escutou um disco e teve a sensação que seria impossível alguém não gostar dele? Certo, sempre há possibilidades de alguém simplesmente não curtir alguma coisa, mas o álbum é tão divertido e gostoso de ouvir que a vontade é recomendá-lo para todo mundo que você conhece – e se alguém ousar não gostar, a violência só não é permitida em resposta porque o coração está tomado pelo prazer da audição. Exagero? Sim, mas toda hipérbole vem em sabor tutti-fruti quando o assunto é Saturday Looks Good to Me.

A doçura da banda vai agradar em cheio quem curte sons como Belle & Sebastian, The Pastels, Camera Obscura e mesmo She & Him, com um uma Psicodelia discreta ao longo do som, como se fosse um filtro do Instagram por cima de uma foto que já era bacana sem ele, mas que deixou a imagem ainda mais atrativa.

Por isso que a melhor maneira de descrever One Kiss Ends It All talvez seja com o rótulo “Twee Psicodélico”. Os dois conceitos se equilibram e, ao mesmo tempo, adicionam uma aura onírica e nostálgica às ótimas composições da banda norte-americana, que chega aqui ao seu oitavo álbum de estúdio.

Quer entender melhor? Ouça logo The Everpresent New Times Condition. Uma das faixas mais longas do disco, ela é talvez a que melhor o resume. A pegada doce de brisa ensolarada com os vocais e instrumentos se alternando, criando diferentes blocos por sua extensão, mostra a dinâmica amigável do álbum, além dos ruídos e interferências na gravação ao início da música, outra característica vista aqui e ali por todo One Kiss Ends It All.

Sua abertura com a “sujinha” e retrô One Kiss não revela tanto do que ouviremos dali pra frente, mas já mostra um bom humor pra lá de agradável que essas faixas trazem. Ao começar Invisible Friend na sequência, você vai entender melhor o que eu quis dizer sobre ser uma obra que alguém dificilmente não gostaria de ouvir.

Empty Beach dá continuidade a esse clima, mas acalma um pouco os ânimos para não nos cansarmos e faz uma boa transição entre a anterior e a charmosíssima Negative Space, uma daquelas baladas melancólicas pra se ouvir deitado ao lado da vitrola. Ela contrasta com um som mais “cru” em New City, uma canção Pop quase Lo-Fi que deixa as interferências ainda mais explícitas.

O nome do disco é retirado do refrão de Break In, uma de suas melhores faixas. Ela antecede a também ótima Polar Bear, com os instrumentos de sopro fazendo pequenos sorrisos ao longo e ao final da música – pequenas surpresas que fazem o álbum ainda mais especial.

Após duas canções menos impressionantes (Are You Kissing Anyone? e Johnny), mas também agradáveis, Sunglasses surge como uma última delicinha Pop para retomar o fôlego para a apoteose com Space Children, o pôr do sol após uma tarde toda com amigos que tivemos até agora.

Envolvente e tranquilo, One Kiss Ends It All é o analgésico ideal contra o mal humor e certeza de replays infinitos por ainda muito tempo. E como o melhor presente é aquele que vem com muitos bônus por trás, fica toda a discografia da Saturday Looks Good to Me para quem estiver conhecendo a banda só agora.

Você vai gostar, pode acreditar.

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Autor:

Comunicador, arteiro, crítico e cafeínado.